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29.3.18

A IGREJA PRECISA QUEBRAR O CONTROLE-REMOTO E SAIR DO SOFÁ



A IGREJA PRECISA QUEBRAR O CONTROLE-REMOTO E SAIR DO SOFÁ

Assim como a arte imita a vida, a Igreja muitas vezes imita a vida e a cultura contemporânea.

Nada como o conforto dos bens de consumo dos dias de hoje, a comodidade de um carro confortável, uma casa aconchegante, um shopping agradável, um templo convidativo e climatizado. Tudo muito acolhedor, macio, fofo, leve, suave, não rude; sem desafios; sem maiores adversidades e provações; sem muita resistência nem confrontação.

A comodidade e dependência de espaços seguros e confortáveis da Igreja de hoje é semelhante ao cultivo de orquídeas em estufas; há todo um cuidado para criar um ambiente protegido e controlado, onde se busca as condições ideias de clima e nutrição. Protegidos do vento e da chuva, controle de temperatura, níveis de poluição e umidade. Estas variáveis ambientais controladas são excelentes para proteger espécies raras, mas a Igreja de Cristo não é plantação de orquídea rara. Ela é planta do campo, resistente ao sol, frio, chuva, vento. 

É só analisar os últimos dois mil anos de história da Igreja e constatar que ela mais floresce com desafios e provações. O conforto, a acomodação e segurança são bons e ao mesmo tempo perigosos para a Igreja.

A parte social da igreja é boa e importante, mas não podemos passar o resto da vida comendo pizza e pipoca.

Haverá crescimento nestes ambientes controlados como estufas de orquídeas? Sim! Mas não um crescimento natural de polinização e expansão. A Igreja hoje vive perigosamente em estufas. Certamente que nem todas as Igrejas, pois há regiões no mundo onde há forte oposição e perseguição aos cristãos. Mas de um modo geral, as igrejas hoje estão acomodadas e atrofiadas. Algumas mais do que outras. 

É marcante que as igrejas protestantes históricas, tradicionais e pioneiras HOJE não crescem como as igrejas pentecostais, pois estas imprimem uma característica de trabalho com ênfase em edificação de novas igrejas e forte evangelização, distinção a qual as igrejas mais tradicionais deixaram de lado, esfriaram.

As nossas igrejas pioneiras e missionárias possuíam menos recursos que nós hoje e incansavelmente plantavam igrejas, construíam escolas, hospitais, orfanatos, editoras e agências missionárias; realizações e legados que nos fazem corar de vergonha. Eles desbravaram regiões, evangelizaram de casa em casa, cuidavam dos frutos e plantavam novas igrejas, e não possuíam os recursos que temos à disposição.

A exigência da Grande Comissão continua a mesma, a Palavra de Deus é a mesma de gerações passadas, a necessidade do serviço prossegue inalterado, fazer discípulos é uma ordem do Senhor Jesus Cristo. É da natureza da Igreja adorar e evangelizar. O próprio Senhor caracterizou seus seguidores como “pescadores de homens” (Mc 1.17) e “semeadores da Palavra” (Mt 13), “ceifeiros” (Jo 4.35,36). Estas colocações pressupõem ação e serviço. O Apóstolo Paulo nos chama de “cooperadores de Deus”. A Igreja possui uma missão evangelizadora, e evangelizar é um dever e não uma opção.

“Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!” (1 Co 9.16). Esta obrigação imposta não só é imperativa aos apóstolos, mas a todas as gerações da Igreja, Jesus disse: IDE POR TODO MUNDO E PREGAI O EVANGELHO A TODA CRIATURA. É um mandamento permanente. Que o Senhor nos livre de trancar os lábios e não anunciar o Evangelho.

O mundanismo, a nossa fraqueza carnal e o diabo tramam o silêncio e a máxima inatividade da Igreja, tentando fechar-lhe a boca em nome de uma falsa convivência pacífica ou de um ecumenismo traiçoeiro ou de uma impressão amigável a causar. Porém a evangelização é imperativa. Evangelização é a Igreja que vai, que obedece, que segue, que faz a vontade de Deus, que ataca o espaços inimigos. 

Evangelização é o choro angustiado de Cristo por uma cidade condenada; é o sentimento de Paulo por seus compatriotas; é a súplica da oração de Moisés por seu povo; é o clamor de John knox: “Dai-me a Escócia ou eu morro!”; é o soluço da madrugada dos pais pelos filhos perdidos; é o “segredo” de uma igreja forte; o “segredo” de um pregador; é a característica mais marcante de um cristão. É uma tarefa urgente para todos nós.

Se as igrejas não estão caindo em campo e realizando missões, o que têm feito? O que tem pregado? O bem-estar comunitário pode ser uma zona de conforto perigosa, corremos o risco de termos muita liberdade e pouca responsabilidade. Precisamos do desafio das missões, o desafio que faz parte do DNA da Igreja, o trabalho duro no mundo real.

Deus é o Senhor da História, e Ele deu a sua igreja raiz para crescer e força para caminhar. Hoje em nossas bolhas comunitárias tudo é razoavelmente reconfortante e agradável, sair desse sofá não significa necessariamente ir em direção a perigos mortais, mas que leve a igreja a ação, caridade, missões e vida comum de serviço.

Por favor, não diga: “eu não tenho o que fazer”. Estamos diante do KAÍROS e do KRÓNOS de Deus. Estas duas palavras da língua grega significam TEMPO. KRÓNOS é o tempo linear, a sequência dos segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos, séculos, milênios. O KAÍROS é o tempo oportuno de Deus, a hora certa para cumprir seus decretos. Ambos são criados por Deus e tem sua importância na história da redenção. Que Deus nos conceda discernimento do tempo oportuno.

Muitos missionários neste exato momento estão sendo expulsos de suas regiões, presos, torturados ou mortos. No Brasil temos hoje a liberdade de falar livremente do Evangelho. Precisamos resgatar a paixão pelas almas, com oração.

A figura de uma igreja num sofá não é uma analogia bíblica, mas assemelha-se a alguém negligente e preguiçoso. Precisamos de desafios para crescer, temos uma nuvem de testemunhas da fé cristã que são inspiração e que nos desafiam.

A igreja precisa de mais ação real, não mero ativismo. Deixe a igreja ser igreja, não uma igreja clube de recreação ou comunidade terapêutica, mas aquele antigo estandarte que faz tremer homens e demônios. Que Deus nos ajude resgatá-la em nossa geração!

Raniere Menezes
Frases Protestantes
-- Texto ainda sem revisão



26.11.17

TECNOLOGIA E TEOLOGIA, DE GUTEMBERG A ZUCKERBERG


TECNOLOGIA E TEOLOGIA,
de Gutemberg a Zuckerberg

Tudo foi criado por ele e para ele.
Colossenses 1:16

A tecnologia, o trabalho e o domínio do homem sobre a natureza, estão interconectados; o domínio e o trabalho geram inevitavelmente tecnologias desde os primórdios. O domínio humano por meio do trabalho sob Deus é uma grande benção, promove potencialidades da vida, energia social construtiva, material e espiritual. Em Gênesis, no relato inicial da criação, no primeiro capítulo, versículo 28, destaca-se que Criador deu ao homem o poder de “sujeitar e dominar” sobre a terra. Assim nasceu a capacidade da escrita como tecnologia da comunicação e todas as outras potencialidades tecnológicas, até hoje, usadas para o bem ou para o mal.

Este “domínio” bíblico transcorre todas as gerações humanas sobre a terra e sedimenta a cosmovisão teísta sobre o trabalho. O avanço tecnológico é uma consequência do trabalho e do domínio humano.

No desenrolar do processo das reformas do século XVI, há um destaque para a tecnologia da comunicação ou da informação, através da prensa tipográfica e da libertação religiosa imposta pelo jugo papal sobre o século XVI (e pela estrutura Medieval), especialmente a partir de Martinho Lutero. O reformador alemão e outros reformadores, especialmente João Calvino, são atribuídos importantes contribuições ao nosso mundo ocidental de hoje, contribuições das mais diversas; ideias impulsionadas pelo poder do compartilhamento dos textos impressos.

A Reforma inicialmente não trouxe alguns benefícios imediatos como conhecemos hoje, mas contribuiu para a geração de valores de nossos tempos, como por exemplo, a liberdade de expressão, abertura de debates e diálogos religiosos e acadêmicos, novas ideias, resgates de ideias antigas, questionamentos sobre ensinos, ciências, cosmovisões em choques, surgimento de universidades protestantes, as quais deram inícios a novas ciências. As reformas protestantes encapsularam muitos dos valores que temos hoje. Progressos tecnológicos não são exclusividades da influência protestante, mas consequências do domínio humano sobre a natureza, porém alguns períodos se destacam como curvas ascendentes em gráficos. E certamente o legado do período protestante contribui grandemente para o formato do Ocidente, hoje.

Lutero, Calvino e outros reformadores desafiaram governos e poderes hostis, e abriram caminho para a democracia que conhecemos hoje. Os protestantes ora apoiavam, ora derrubavam monarquias, e lançaram novas bases para a futura democracia moderna, diferentemente da democracia grega, esta mais elitista.

O princípio da separação da influência estatal sobre a Igreja é uma herança protestante. Um dos legados mais famosos e distorcidos atribuído ao protestantismo foi o capitalismo, através da popularmente difundida “ética protestante do trabalho”, que contribuiu para a formação da economia moderna. O capitalismo inglês, holandês, enfim Europeu e dos EUA, moldou a economia mundial como temos hoje. -- A antiga Genebra de Calvino não era um paraíso democrático, mas é fato que aí nasceu a semente da democracia moderna, a liberdade da América deve muito aos pioneiros colonizadores protestantes calvinistas.

Efeitos econômicos e acadêmicos associados trouxeram inevitavelmente resultados tecnológicos e novas ideias nos mais diversos campos da sociedade Ocidental. Há contribuição protestante ao mundo nas áreas acadêmicas, politicas, sociais e culturais. O campo educacional, por exemplo, é bem marcante que o protestantismo rompeu com a educação medieval, a qual o acesso era para uma minoria rica. A Genebra protestante dos tempos de Calvino é uma precursora da educação pública moderna, os avanços culturais e políticos derivados são inestimáveis.

O poder de publicar ideias derivado das reformas que sucederam a Reforma Protestante somado à tecnologia da imprensa do século XVI ofereceu um avanço singular para a história humana. A Reforma iniciada por Lutero é um ponto convergente que lançou as bases para outras reformas. A produção literária em escala crescente após a invenção da prensa tipográfica nesses 500 anos, a abundância de pesquisas, ferramentas e tecnologias, são crescentes a cada geração. De Gutemberg a Zuckerberg, a tecnologia da informação deu grandes saltos e atualmente estamos vivendo uma era de armazenamentos em chips, fluxo de dados monstruosos e arquitetura de nuvens. Para onde nos levará esta transformação digital?

O problema da antibiblioteca

O primeiro problema que se apresenta em nosso século é filtrar o imenso volume de informação disponível, -- que um escritor da atualidade chamou de “antibiblioteca”. Este termo é usado por Nassim Taleb, que narra uma ilustração muito interessante sobre a biblioteca de Umberto Eco. É conhecido no meio acadêmico que o escritor italiano Umberto Eco tem uma biblioteca de cerca de 30 mil livros, e conta Nassim Taleb, que os visitantes da biblioteca do Umberto Eco são divididos em duas categorias: Os que reagem com “UAU! que biblioteca é esta?! Quantos livros desses o senhor já leu?” -- E outros, que entendem que uma biblioteca não é um prolongamento para elevar o próprio ego, e sim uma ferramenta de pesquisa. O Nassim Taleb é muito perceptivo nesta ilustração sobre a biblioteca do Umberto Eco, e diz: “Você acumulará mais conhecimento e mais livros à medida que for envelhecendo, e o número crescente de livros não lidos nas prateleiras olhará para você ameaçadoramente. Na verdade, quanto mais você souber, maiores serão as pilhas de livros não lidos. Vamos chamar essa coleção de livros não lidos de antibiblioteca”.

Na revista Época, em entrevista em 30/12/2011, o Umberto Eco diz que "o excesso de informação provoca amnesia", ele diz que a Internet é perigosa para o ignorante e útil para o sábio, porque ela não filtra o conhecimento e congestiona a memória. Ainda segundo Eco, "a internet não seleciona informação... é um mundo selvagem e perigoso... A imensa quantidade de coisas que circula é pior que a falta de informação. Conhecer é cortar, é selecionar”.

Sem dúvida o conhecimento está se tornando mais acessível via computadores e Internet. A alta conectividade fez o mundo se transformar numa grande cidade de regiões interligadas, estamos todos integrados através de várias mídias. As maiores universidade do mundo estão oferecendo acesso aos seus bancos de dados, isto por si só é algo extraordinário. Porém juntamente com esta maravilha, há um estrondoso volume de ruídos, de conteúdos irrelevantes, distrações e Fake News. Temos excessos de informações boas e ruins. O bom conhecimento está espalhado como garrafas de mensagens em meio à poluição marinha.

Tecnologia para o Reino de Cristo

Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém. (Romanos 11.36). -- Todas as coisas procedem de Deus, todas as coisas são feitas ou forjadas por Ele, e todas as coisas existem para a Sua glória e para realizar os Seus fins. A tecnologia ficaria de fora?

O mundo contemporâneo é complexo em conflitos crescentes, e sem dúvida, bons conteúdos em informação são ferramentas excelentes, podemos examinar melhor o passado e projetar melhores estratégias para o futuro. Precisamos reavaliar as bases que foram lançadas (ao longo da história da Igreja), e ampliar uma visão de missões, de Reino e avançar em justiça e misericórdia, precisamos resgatar a pregação do pecado, do arrependimento e da salvação, como antigos profetas e reformadores. Não precisamos de grandes reformas, mas de muitas pequenas reformas. Precisamos reformar nosso conforto, comodismo, nosso consumismo, nosso trabalho, nosso bolso, nossa mão fechada que não se estende aos pobres, necessitados, vulneráveis, oprimidos e marginalizados. Reformar a visão de missão e de Reino, e avançar; fortalecer a Igreja financeiramente para que suas agências missionárias funcionem com menos penúria. Temos bibliotecas suficientes para encher muitos estádios de futebol, precisamos colocar em prática todas as coisas boas e úteis em ação. – “Examinai tudo. Retende o bem”. (1 Tessalonicenses 5.21). Coloquemos tudo à prova, como um ourives que submete o metal ao fogo. Devemos rejeitar tudo que é falso. Deus deu a sua Igreja o discernimento da verdade. -- ...tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. (Filipenses 4.8).

Em meio a tanta informação disponível precisamos de três coisas: Saber filtrar (discernir), compartilhar e impulsionar. Este é o desafio missionário do século 21.

Desafio missionário

Se formos compactar a linha do tempo desses últimos 500 anos de produção teológica de qualidade, teremos como resultado uma excelente mega biblioteca para equipar um exército de missionários cristãos. Mas onde estão estes missionários? Não exatamente os missionários transculturais, que são em menor número, mas os missionários do cotidiano, das famílias, dos ambientes de trabalho, acadêmico, das igrejas locais, de leigos? A Igreja nunca foi estática, mas dinâmica. Jesus e os apóstolos e discípulos eram a própria Igreja em movimento. Aspiramos os Céus, porém não podemos ser meramente contemplativos.

Precisamos reformar a nossa adoração para que ela não seja simplesmente contemplativa mas ativa, cheia de ação no mundo real, que ao adorarmos não possamos esquecer de fugir das injustiças e impiedades. Independentemente de pontos de vistas teológicos diversos, precisamos rever o passado e não repetir seus erros. Há muitos erros no passado que devemos não esconder, mas aprender. Erros da Igreja e cristãos individualmente, temos uma tendência de tentar evitar as biografias negativas de nossos “heróis”, mas Deus não faz isto em sua Palavra, ele mostra a fidelidade de homens como Abraão, Moisés, Davi e outros, mas também mostra e expõe suas fraquezas.

Na Reforma e reformas posteriores, temos disputas de poderes religiosos e políticos, guerras, ódios e outros aspectos negativos. Após a Reforma de 1517 temos cerca de 200 anos de guerras religiosas. Teólogos e evangelistas protestantes, que trouxeram valiosas contribuições para teologia cristã, em suas épocas apoiavam a escravidão. Os calvinistas holandeses no Caribe praticaram opressão escravagista no passado. Devemos desconstruir a história para torná-la mais positiva e palatável? Não! Devemos aprender com nossos erros e buscar redenção dos fracassos. A cada geração Deus oferece oportunidades para expansão do Seu Reino.

A grande luta dos 500 anos para frente não é produzir mais teologia, embora ela continuará sendo produzida, mas lutar contra as inconsistências que acompanham os movimentos evangélicos desde sempre; a batalha é não comprometer a pureza doutrinária com uma vida antiética. Nossa árvore está gigante, mas precisamos dar frutos de arrependimento em nossa geração. -- Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benignidade, e andes humildemente com o teu Deus? (Miquéias 6.8). Amar a Deus não de palavra, praticar a misericórdia e justiça. -- Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento. (Mateus 9:13).

Deus quer filhos missionários, e não pessoas como num piquenique prolongado, como escreveu Ronald J. Sider: “Para os primeiros cristãos, koinonia não era a "comunhão" enfeitada de passeios quinzenais patrocinados pela igreja. Não era chá, biscoitos e conversas sofisticadas no salão social depois do sermão. Era um compartilhar incondicional de suas vidas com os outros membros do corpo de Cristo”. Nossa comunhão está fraca em pleno século da alta conectividade, como reverter este quadro?

Estratégias missionárias

Nada conseguiu parar a Reforma do século XVI e as reformas posteriores por causa do compartilhamento de informação. Agora, 5oo anos depois estamos diante de outro salto em informação, na era dos chips e bytes infinitos. Podemos ouvir uma pregação, um estudo, um louvor, em tempo real ou no tempo que quisermos em casa e em qualquer lugar, e na palma da mão podemos ter uma biblioteca imensa. Temos condições de nos conectar por vídeo com qualquer pessoa em qualquer lugar do planeta, e isto é algo maior que a revolução da prensa tipográfica. Se há 500 anos era possível pregar sobre a graça de Deus e somente a fé em Cristo, e compartilhar o Evangelho além-mar, hoje muito mais.

O rabino Jonathan Sacks, escreveu ao The Washington Post (30/10/2017), que os jihadistas estão sabendo explorar mais as ferramentas digitais e internet do que qualquer outro grupo religioso, embora estejam usando para o mal, espalhando o medo e o terror global, como tem feito o ISIS. E que o cristianismo tem feito com a alta conectividade virtual?

Precisamos reformar o foco das missões cristãs, e não perder tempo com ódios banais de Internet, fofocas e fake news. O futuro não é amanhã, é hoje. Não precisamos de uma mirabolante estratégia missionária ou de grandes missionários, mas compreender a Grande Comissão dada pelo Senhor Jesus Cristo, e a partir dela coordenar todos os recursos que temos disponíveis, sejam financeiros, organizacional, obreiros etc.

Precisamos em meio ao caos e ruído de informações retornar à simplicidade do Evangelho do Senhor Jesus Cristo, estamos em alta conectividade, mas não unidos; devemos trabalhar por uma unidade mínima e razoável para uma boa convivência com a cristandade. E com isso compartilhar o Evangelho livremente. Devemos voltar para as bases da reforma; precisamos colocar Cristo no centro de toda nossa comunicação, começando em casa e na igreja.

A tecnologia da informação muda o mundo, a tecnologia de comunicação disponível hoje é uma ferramenta de benção para o crescimento do Reino do Senhor Jesus Cristo. Façamos dela benção para muitos outros. Filtrar, compartilhar e impulsionar através de diversas mídias e ações.

Temos uma grande necessidade de evangelismo hoje, qual o seu ministério? Como você pode servir melhor ao reino de Deus? Como você pode fazer diferença neste mundo em sua geração? Lembremo-nos sempre das palavras do Senhor: “Se me amais, guardais os meus mandamentos”. Jo 14.15. – “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele”. Jo 14.21. O mesmo Senhor que ordenou: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. Mateus 28.19. – Evangelizar é ir, avançar, conquistar em nome do Senhor Jesus Cristo. Ele venceu o mundo e toda autoridade é dele.

Raniere Menezes
Frases Protestantes

(Texto sem revisão – atualizado em 26/11/2017)