28.3.17

O PROBLEMA NÃO É O DINHEIRO, MAS A DISTORÇÃO DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE


O PROBLEMA NÃO É O DINHEIRO, MAS A DISTORÇÃO DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE

O problema da teologia da prosperidade não é o dinheiro em si, não é a riqueza em si, mas a ganância, ambição, cobiça em ter cada vez mais para si. Há pessoas ricas que possuem sabedoria e uma vida de equilíbrio para não corromper sua ética. A teologia da prosperidade é uma dose de veneno mortal numa taça de ouro servido numa bandeja de prata, é sedutor, mas é mortal.

Os comerciantes do cristianismo querem que você acredite que ou não se pode falar em dinheiro de modo nenhum ou tem que falar sobre dinheiro como eles falam. Aqui está a sutileza da mentira, pois a Bíblia não condena o dinheiro, o QUANTO você tem, mas COMO você usa. O problema não é o dinheiro, mas a ATITUDE para com ele.

“Poucas coisas testam mais profundamente a espiritualidade de uma pessoa do que a maneira como ela usa o dinheiro”, escreveu J. Blanchard. Não é errado querer segurança e conforto que o dinheiro pode trazer, mas a ostentação, a cobiça, a avareza, a falta de contentamento e outros tópicos relacionados são os problemas. Nem todos os ricos são ardilosos e maus. O alerta bíblico é contra o desejo cobiçoso de ficar rico. O dinheiro não é a raiz de todo mal, mas o AMOR PELO DINHEIRO é a raiz de todo mal. Se você faz do dinheiro seu amor, os outros valores irão se perder.

Não há problema em trabalhar honestamente e dar o máximo para buscar realizações materiais. Produtividade e criação de riquezas não são problemas em si. A independência financeira pode oferecer muitas oportunidades de ajudar os mais necessitados.

A verdade bíblica é clara como a luz do sol, mas alguém pode "apagar" o sol se colocar uma moeda bem perto do olho. Os comerciantes da fé superenfatizam o ganho material como sinal de benção de Deus. Mas a Bíblia faz alerta quanto ao desejo cobiçoso.

Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. -- 1 Timóteo 6.9,10

Esta verdade combate o desejo excessivo de ficar rico e também o oposto, a pobreza voluntária do ascetismo religioso. Não há virtude na pobreza em si. Deus deu ao homem capacidade para dominar a natureza, a criatividade, a produtividade do trabalho. E renunciar esta potencialidade humana em nome de uma religiosidade é o polo extremo do desejo ansioso de ficar rico. Não há virtude na miséria.

Você ora o Pai Nosso? Já repetiu quantas vezes: “Não nos deixe cair em tentação?" E o Apóstolo Paulo afirma que o desejo obcecado por ficar rico é cair em tentação.

Além de ser uma tentação, a Bíblia diz que é uma ARMADILHA. Esse desejo é considerado uma TOLA E DOLOROSA PAIXÃO, que AFOGAM as pessoas por sua ganância. Leva a DESTRUIÇÃO E PERDIÇÃO. O problema é a paixão egoísta; o mal da cobiça.

Matthew Henry escreveu que: "Aqueles que fazem um comércio do cristianismo serão decepcionados". Os mercadores da fé despertam o amor ao dinheiro, este é o mal. O dinheiro é muito importante na sociedade, mas não só o dinheiro, o tempo, a vida. Como estamos gastando nosso tempo? Como usamos nosso dinheiro? Isto diz muito quem é o nosso Senhor. Como estamos gastando nossa vida? Estas perguntas são fundamentais para o crescimento espiritual. A fé cristã afeta todas as área da vida humana, e afeta também o modo de uso do dinheiro.

O cristão não deve ser um ingênuo, mas simples e astuto. A Bíblia exorta o cristão à prudência, sobriedade, sabedoria, justiça, ao contentamento com a Providência sobre sua vida, a não amar o dinheiro, não se entregar à ambição, cobiça, ao uso do discernimento para não ignorar os desígnios do Inimigo (cf. 2  Co  2.11). Deus exorta e alerta de muitas maneiras: "Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores". (1  Tm  6.10).

A ganância pelo lucro não é nada menos do que a deificação do eu, e, se nossa mente estiver fixada em acumular riquezas, tornamo-nos idólatras. -- J. Blanchard


O que está errado com a teologia da prosperidade?

teologia da prosperidade
Apesar de até o presente só ter melhorado a vida dos seus pregadores e fracassado em fazer o mesmo com a vida dos seus seguidores, a teologia da prosperidade continua a influenciar as igrejas evangélicas no Brasil.

Uma das razões pela qual os evangélicos têm dificuldade em perceber o que está errado com a teologia da prosperidade é que ela é diferente das heresias clássicas, aquelas defendidas pelos mórmons e "testemunhas de Jeová" sobre a pessoa de Cristo, por exemplo. A teologia da prosperidade é um tipo diferente de erro teológico. Ela não nega diretamente nenhuma das verdades fundamentais do Cristianismo. A questão é de ênfase. O problema não é o que a teologia da prosperidade diz, e sim o que ela não diz.

  • Ela está certa quando diz que Deus tem prazer em abençoar seus filhos com bênçãos materiais, mas erra quando deixa de dizer que qualquer bênção vinda de Deus é graça e não um direito que nós temos e que podemos revindicar ou exigir dele. 
  • Ela acerta quando diz que podemos pedir a Deus bênçãos materiais, mas erra quando deixa de dizer que Deus tem o direito de negá-las quando achar por bem, sem que isto seja por falta de fé ou fidelidade de nossa parte.
  • Ela acerta quando diz que devemos sempre declarar e confessar de maneira positiva que Deus é bom, justo e poderoso para nos dar tudo o que precisamos, mas erra quando deixa de dizer que estas declarações positivas não têm poder algum em si mesmas para fazer com que Deus nos abençoe materialmente.
  • Ela acerta quando diz que devemos dar o dízimo e ofertas, mas erra quando deixa de dizer que isto não obriga Deus a pagá-los de volta.
  • Ela acerta quando diz que Deus faz milagres e multiplica o azeite da viúva, mas erra quando deixa de dizer que nem sempre Deus está disposto, em sua sabedoria insondável, a fazer milagres para atender nossas necessidades, e que na maioria das vezes ele quer nos abençoar materialmente através do nosso trabalho duro, honesto e constante.
  • Ela acerta quando identifica os poderes malignos e demônicos por detrás da opressão humana, mas erra quando deixa de identificar outros fatores como a corrupção, a desonestidade, a ganância, a mentira e a injustiça, os quais se combatem, não com expulsão de demônios, mas com ações concretas no âmbito social, político e econômico.
  • Ela acerta quando diz que Deus costuma recompensar a fidelidade mas erra quando deixa de dizer que por vezes Deus permite que os fiéis sofram muito aqui neste mundo. 
  • Ela está certa quando diz que podemos pedir e orar e buscar prosperidade, mas erra quando deixa de dizer que um não de Deus a estas orações não significa que Ele está irado conosco. 
  • Ela acerta quando cita textos da Bíblia que ensinam que Deus recompensa com bênçãos materiais aqueles que o amam, mas erra quando deixa de mostrar aquelas outras passagens que registram o sofrimento, pobreza, dor, prisão e angústia dos servos fiéis de Deus.
  • Ela acerta quando destaca a importância e o poder da fé, mas erra quando deixa de dizer que o critério final para as respostas positivas de oração não é a fé do homem mas a vontade soberana de Deus.
  • Ela acerta quando nos encoraja a buscar uma vida melhor, mas erra quando deixa de dizer que a pobreza não é sinal de infidelidade e nem a riqueza é sinal de aprovação da parte de Deus. 
  • Ela acerta quando nos encoraja a buscar a Deus, mas erra quando induz os crentes a buscá-lo em primeiro lugar por aquelas coisas que a Bíblia constantemente considera como secundárias, passageiras e provisórias, como bens materiais e saúde. 
A teologia da prosperidade, à semelhança da teologia da libertação e do movimento de batalha espiritual, identifica um ponto biblicamente correto, abstrai-o do contexto maior das Escrituras e o utiliza como lente para reler toda a revelação, excluindo todas aquelas passagens que não se encaixam. Ao final, o que temos é uma religião tão diferente do Cristianismo bíblico que dificilmente poderia ser considerada como tal. Estou com saudades da época em que falso mestre era aquele que batia no portão da nossa casa para oferecer um exemplar do livro de Mórmon ou da Torre de Vigia...

Dr. Augustus Nicodemus 

25.3.17

Êxodo 20 - Lei de Deus - Êxodo 20.2


Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.
Êxodo 20:2

1. Nesta declaração Deus em primeiro lugar se identifica como o Senhor Soberano e Eterno.

2. Em segundo lugar Ele lembra a Israel que Ele é o Salvador, "teu Deus", pela GRAÇA SOBERANA. Deus escolheu Israel, e não Israel escolheu Deus.

3. Em terceiro lugar, a Lei de Deus foi dada ao povo de GRAÇA. Todos os homens estão caídos e debaixo de condenação; todos os homens estão debaixo da ira de Deus e de sua Lei. A Lei é benção, graça e privilégio para os remidos em Cristo Jesus.

4. Como o remido deve dar resposta à graça? Primeira resposta, primeiro mandamento:
Não terás outros deuses diante de mim.
Êxodo 20:3

Resumo baseado em Institutas da Lei Bíblica, Rousas John Rushdoony.

19.3.17

TOMAR DECISÃO EM PROVÉRBIOS OU CONFIAR NO SENHOR NAS TOMADAS DE DECISÕES


TOMAR DECISÃO EM PROVÉRBIOS OU CONFIAR NO SENHOR NAS TOMADAS DE DECISÕES
R.M.MENEZES

Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento.
Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.
Não sejas sábio a teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal.
Provérbios 3:5-7

Confia ao Senhor as tuas obras, e teus pensamentos serão estabelecidos.
Provérbios 16.3

Uma das atitudes mais importantes de todo ensino cristão é CONFIAR EM DEUS. Confiar não apenas da boca para fora, mas de coração, com sinceridade. Provérbio ensina que devemos confiar no Senhor em TODOS os nossos assuntos, mas confiar PLENAMENTE, FIRMEMENTE, confiar em sua sabedoria, poder, bondade, providência, promessas, misericórdia e verdade. E confiar em Deus traz em si um elemento oposto, “Não se apegar ao seu próprio entendimento”.

O que significa se apoiar no próprio entendimento? Significa não realizar seus planos sem a benção de Deus, em todos os seus caminhos. Significa não confiar em sua própria força, nem riqueza nem amigos, em nada, senão Deus.

O que significa RECONHECER Deus em todos os caminhos? Significa PRATICAR o que você CONHECE DE DEUS. Novamente CONFIAR em sua sabedoria, poder, bondade, providência, promessas, misericórdia e verdade. Seguir a sabedoria e conselhos de Deus.

Confie na soberania de Deus, em todos os teus negócios, procure o melhor modo de agradá-lo e glorificá-lo. Ele firmará teus passos para que teu caminho seja seguro e bom. Não se afaste da misericórdia nem da verdade nem do bem.

Não perca sua fé genuína. Deus é sábio em fazer sempre o melhor. Se apoiar no próprio entendimento é se segurar numa cana quebrada.

Uma regra de ouro prática: Não projete nada além do que é lícito. Ore a Deus que Ele o dirija em todos os casos e acima de tudo sejamos gratos. Se o caminho é agradável, sejamos gratos. Se o caminho é espinhoso sejamos submissos e gratos. O caminho de Deus sempre é bom e seguro, mesmo pedregoso.

Confiar na vontade de Deus é o segredo de toda a verdadeira grandeza, é sair de todas as nossas ansiedades, planos e medos, e ir em direção à segurança do Senhor.

CONFIANÇA é o coração da verdadeira sabedoria. A AUTOCONFIANÇA é a negação da sabedoria.

Confia no Senhor, não em criatura, nem em força, nem em sabedoria própria, nem riqueza, nem privilégios, nem estratégias, alianças, nem na educação. Lembre-se, o coração é terrivelmente enganoso. E o mundo ensina, confie em seu coração.

Não confie em obras de justiça humana, nem em profissão de religião, não confie em si, mas somente no Senhor, Pessoa de toda graça, Senhor de todas as bênçãos. Confie nele em todos os momentos, em tempos de aflição, tentação, trevas. Todo poder e força estão nele para nos ajudar. Seu amor, graça, misericórdia são imãs que nos atraem a ele.

Considere o que ele já fez na história e na sua vida, isso deve nos encorajar. Quem confia no Senhor desfruta de paz e segurança.

Confie em Cristo, em sua justiça, em seu sangue, seu perdão, em seu poder para proteção e preservação, para a salvação e vida eterna com Deus. Aquele que começou boa obra irá concluir.

Que sua fé não seja fingida. Não faça apenas uma confissão de confiança, mas de todo coração. Se sua fé está fraca, peça para Deus aumentar, peça sabedoria, Ele mesmo orienta que devemos pedir essas coisas.

Os homens não devem depender de sua própria sabedoria e compreensão, na condução da vida, mas devem buscar a direção e a bênção da Providência, ou de outra forma encontrarão decepção; E, quando tiverem sucesso, não o atribuirão à sua própria prudência e sabedoria, mas à bondade de Deus. Seja dependente de Deus e grato. A autossuficiência tem lançado muita gente no abismo.

Quando Deus diz: Confia tuas obras a mim, Ele está dizendo, “Entrega teu fardo pesado a mim, é pesado demais para você suportar só.” Tudo é tudo! Tudo que você faz, ações, preocupações, sempre dependemos da Providência e da Graça.

Lança o peso da tua preocupação sobre Deus e deixa com Ele, pela fé e dependência. Pela fé ore e acalme seus pensamentos e diga “seja feita a vontade do senhor” e lembre-se que todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus. Tudo que for para a glória de Deus será estabelecido.

O tolo confia em sua própria força, mérito e justiça. E confia em seu próprio coração. Quantas vezes seu coração já lhe enganou? Até quando você irá confiar nele? Um antigo e sábio teólogo disse que “o coração é uma fábrica de ídolos”. E muitas vezes o próprio coração torna-se um ídolo.

Calmo, sereno e tranquilo, diz a letra da música. Confie no Deus conhecido. Confie em sua Palavra, em suas promessas, com alegria e contentamento. O único caminho para a segurança é em direção à vontade de Deus.



12.3.17

O REINO DOS CÉUS TOMADO À FORÇA: O QUE SIGNIFICA “VIOLÊNCIA” AO REINO DOS CÉUS?


O REINO DOS CÉUS TOMADO À FORÇA:
O QUE SIGNIFICA “VIOLÊNCIA” AO REINO DOS CÉUS?

E, desde os dias de João o Batista até agora, se faz violência ao reino dos céus, e pela força se apoderam dele.
Mateus 11:12 (ACRF)

Desde os dias de João Batista até agora, o Reino dos céus é tomado à força, e os que usam de força se apoderam dele.
Mateus 11:12 (NVI)

Estas palavras descrevem uma enérgica corrida das multidões da Galileia e Judeia para ouvir a pregação de João Batista. A ilustração é de uma cidade atacada por todos os lados por combatentes ansiosos por tomar posse da cidade e conquistar os despojos.

Tomar a força, ser violento, o que significa? Significa o zelo impetuoso de agarrar o reino dos céus.

Alguém com muita sede não beberá água suavemente, mas com grande desejo. O mesmo com a fome e com a sobrevivência.

Na analogia de guerra: "tomar a força", ilustra que na antiguidade havia uma forte motivação de saquear os despojos de uma cidade conquistada. Na doutrina de guerra sempre existiu a incursão violenta, com vontade e rapidez, seja pela busca de terreno, bens, glória ou outro desejo impulsionador.

Na linguagem profética quer dizer, buscar o reino dos céus com ânimo verdadeiro, coragem, zelo impetuoso, forte vontade.

Desde os dias de João Batista, que deu testemunho público da aproximação do Messias, a pregação que levava ao arrependimento e fé, a busca pela verdadeira paz, libertação, perdão e bem-aventurança trouxe uma nova movimentação de Deus em direção aos pecadores; a conversão dos gentios.

As multidões reuniam-se ao redor de João Batista e depois ao redor do Senhor Jesus Cristo e dos apóstolos. O reino da graça está no meio do povo, a dispensação do evangelho com grande poder chegou com mais força para os gentios.

Multidões foram alcançadas pelo ministério de João e se tornaram seus discípulos. O fervor e o zelo desse povo justifica a ilustração da violência. O que Jesus ensinou sobre negar a si mesmo e carregar a cruz.

João Batista é um exemplo de abnegação e seus seguidores faziam o mesmo, contrariando o mundo para alcançar as coisas celestiais. Perderam o mundo todo para ganhar a alma.

O que Paulo ensina sobre “mudança de mente”, não contentamento com o mundo. Isto é esforço, zelo impetuoso, violência.

Multidões seguiram João, Jesus, os apóstolos, e seguiam como se estivessem prestes a tomar o reino dos céus pela força.

Embora o texto possa ser aplicado a pecadores individuais que buscam o Evangelho, aqui é um registro de multidões reunidas ao redor de Jesus e de João para ouvir o Evangelho e abraça-lo.

Você lembra como você ouvia o Evangelho no começo de sua conversão? Pare um pouco e lembre. Havia grande expectativa? Coração aquecido, desejoso de conhecimento e por obtenção das coisas celestiais, com zelo e fervor? Com lágrimas?

Zelo sem fervor torna a pessoa num fariseu, fervor sem zelo torna-nos entusiastas vazios; fogo de palha.

A Palavra é um martelo que quebra uma pedra. Não há nada mais duro do que um coração de pedra, mas o Evangelho pregado com o poder do Espírito traz vida aos mortos em delitos e pecados, dá visão ao cego, faz com que os surdos ouçam, faz com que inimigos ferozes de Deus tornem-se amigos e filhos, transporta pessoas do poder do inimigo para Deus; das trevas para a luz, liberta os cativos.

Esses novos desejos celestiais fazem com que pessoas fracas, pecadoras, desprezadas enfrentem perseguições de seus inimigos, façam corajosa oposição, contrariem o mundo, censurem, intimidem seus antigos mestres anticristãos.

No contexto de Mateus quem eram os zelosos impetuosos que sofreram grandes mudanças em suas vidas? Os publicanos, prostitutas, todos os tipos de pecadores e gentios, todos os intrusos para os judeus e para o Império Romano. Pessoas perseguidas, mas impetuosas. Pessoas com coragem de perder a vida para ganhar o céu. O martírio não somente é uma violência por parte dos executores, mas o testemunho mais forte da fé; o zelo impetuoso de não negar a fé e agarrar violentamente o céu. É uma força contagiante, uma semente poderosa quando esmagada.

A justiça de Cristo, a justificação pela fé, arrebata violentamente o pecador para longe da ira de Deus, acha o perdido e livra-o das mãos do Inimigo. E após a justificação os pecadores amam ardentemente a Lei de Deus não em busca de salvação, mas por gratidão, por desejarem maior comunhão com Cristo, com paixão, com zelo e fervor. Renovemos nossa força para tomar a força o reino dos céus, todos os dias.

R.M.Menezes

19.2.17

7 ERROS FATAIS DO EVANGELISMO


7 ERROS FATAIS DO EVANGELISMO
Por R. M. Menezes


1º Erro. Não acreditar (na prática) que o Reino avança.

Você não precisa ser um agricultor ou especialista em botânica para entender a parábola do grão de mostarda. O Grande Semeador é o próprio Cristo, sua semente germina pelo Seu poder e Sua Palavra, cresce e se espalha com a Sua Igreja. O cristianismo começou bem pequeno, quase sufocado pelo poder politico e cultural greco-romano. Mas tornou-se maior do que qualquer outro pensamento na história.

Tornou-se a árvore das árvores na floresta do mundo. Todos podem encontrar refúgio e proteção nesta grande árvore. O começo do evangelho foi pequeno, mas através da graça o reino cresceu e crescerá realmente. O trabalhar de Deus é silencioso e infalível, ninguém pode impedir. Inicialmente Ele usou 12 homens para pregar o evangelho, mas as suas bolsas estavam cheias de sementes. A boa semente gera crescimento em graça.

A Igreja primitiva era fraca, perseguida, ferida, mas sempre compartilhando e avançando. Não subestime pequenos começos. Há promessas de crescimento porque Cristo governa Seu Reino, mesmo que pessoas desacreditem e nem esperem, o poder de Deus fará acontecer. Apenas confie e semeie. Deus usa coisas insignificantes para envergonhar as grandes.

O reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda que o homem, pegando nele, semeou no seu campo; O qual é, realmente, a menor de todas as sementes; mas, crescendo, é a maior das plantas, e faz-se uma árvore, de sorte que vêm as aves do céu, e se aninham nos seus ramos. Mateus 13:31-32.


2º Erro. Não tornar-se um discípulo produtivo (poucos frutos).

Quando alguém é convertido por Cristo, o início é empolgante e enérgico, tudo é novo num mundo novo. Semelhante a um cego que de repente começa a enxergar, é uma extraordinária sensação, mesmo que no início não veja tudo com clareza e nitidez, aos poucos começa a enxergar mais detalhes, cores e formas. Em pouco tempo interpretará com total clareza e discernimento cada objeto, ao longo do tempo não será mais uma "nova emoção", mas estará preparado para andar mais seguro pelo caminho, mais experiente e preparado para dedicar-se pelo Reino de Cristo, se necessário até perder a própria vida.

Trabalhe! De acordo com a sua habilidade, trabalhe, não seja preguiçoso. Cristo não tem servos ociosos. Deus mesmo capacita e impulsiona, não temos nada de nós mesmos, senão o pecado. É um grande privilégio e honra servir a Cristo. Não é penoso. Promova a glória de Cristo e o bem da igreja. O amor de Cristo nos constrange a não viver mais para si mesmo de modo egoísta.

Deus não exige de nós mais do que podemos dar. Faça seu trabalho não como um servo preguiçoso, mas como um servo bom e fiel.

E a um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe. (Mateus 25:15).

Então aproximou-se o que recebera cinco talentos, e trouxe-lhe outros cinco talentos, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que granjeei com eles. (Mateus 25:20).

O Senhor deu talentos segundo a capacidade de cada um, segundo a sua sábia Providência. Multiplique seus talentos, faça dez vezes melhor o que puder fazer.

3º Erro. Não corrigir as falhas.

Se algo está errado ou te atrapalhando, corrija.

A raiz de todas as falhas, é a autoconfiança ou desprezo por fazer algo melhor, esforce-se.

Como na parábola dos talentos, uns se esforçaram mais outros menos.  Deus deu talentos para aperfeiçoarmos, para desenvolvermos as capacidades, habilidades, qualidades, inteligência, discernimento; a outros, honras, riquezas. Se não estamos investindo no Reino é preciso rever e corrigir.

Tudo que temos, tudo que somos pertence a Deus.

Porque, quem te faz diferente? E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te glorias, como se não o houveras recebido? 1 Coríntios 4:7

Tudo é dom gratuito de Deus. Não temos motivos para ter orgulho de nada. Tudo que fazemos de bom, para o bem, é graça.

No reino não há espaço para auto-parabéns e orgulho; vanglória. Não pense que é fácil fugir da autoconfiança, pois o pecado faz com que nos tornemos orgulhosos, mas sempre é tempo de corrigir.

Quem nos faz diferenciados uns dos outros? Nossa inteligência?

Quem nos faz superiores ou inferiores uns aos outros? Nosso poder, nossa força?

Quem nos faz melhores que outros? Nossa sabedoria?

Quem te fez mais inteligente? Seus pais? Seus professores?

Quem te deu a oportunidade ou não de estudar em boas escolas? De ter ou não ter bons pais e orientadores?

Quem te deu saúde para aproveitar as oportunidades?

Quem te retirou do lamaçal do pecado?

Quem te retirou da terra do Egito?

O amor e a misericórdia de Deus. Nada mais.

E o que você tem? Talento? Piedade? Inteligência para aprender?

O que você não recebeu de Deus? Por que te glorias?

Por que você se orgulha como se fosse resultado do seu trabalho, habilidade ou esforço?

Conhecer esta verdade não poderá te desanimar e desencorajar? NÃO! Deus ensina esta verdade para desencorajar a sua vaidade e orgulho. A glória é somente de Deus.

Seu sucesso deve ser apontado para Deus. É Deus quem nos dá disposição, tempo, força, sucesso. Que o SENHOR nos dê verdadeira humildade.

Esta verdade que tudo vem de Deus deve se expansiva e extensiva a tudo: Ao nível intelectual, saúde, riquezas, alimento, roupas, liberdade, paz. Tudo. Deus é fonte de todas as bênçãos e isso não deve tirar nosso ânimo e coragem, pelo contrário. Devemos nos esforçar na força que Deus dá, sempre na esperança da Sua ajuda e benção. Sempre com o coração voluntário e agradecido. O orgulho é  algo a  ser corrigido com o antídoto certo.

Deus colocou os homens acima dos anjos e de toda criação. Isto não pode ser motivo de orgulho, mas de louvor.

Deus levanta e abate quem Ele quiser.

Deus faz os reis, súditos, senhores e servos, altos e baixos, ricos e pobres, feios e bonitos, ricos e pobres, presos e livres. Há diferenças políticas, civis, eclesiásticas. Há diversidade de talentos. Há amor especial para alguns e não para outros. Deus é soberano.

Deus é o pai de todas as misericórdias, de todas as bênçãos e compaixão. Tudo que recebemos vem dEle para que ninguém se glorie na sua própria sabedoria e entendimento, pois tudo é dEle e para Ele.

Todas as bênçãos sobrenaturais e espirituais são recebidas de Deus; Tais como a justificação, a graça santificadora, a remissão do pecado, a adoção, a força para realizar boas obras, suportar e sofrer humilhação e perseguição por Cristo, e perseverar até o fim, com direito e honra para a glória eterna. Tudo de graça.

O contrário de glorificar e honrar a Deus é ser um estúpido miserável ingrato, o orgulho é uma maldade abominável. A Deus, somente a Ele o louvor é devido.

Seja sempre abundante na obra do Senhor, sabendo que nosso trabalho não é em vão no Senhor. Seja produtivo. Uma figueira que não dá frutos, mas somente folhas, é uma falsa profissão de fé, será amaldiçoada por Cristo.

4º Erro. Não planejar em oração.

Se tivermos a exata compreensão que tudo depende da força que Deus nos dá, precisamos orar para pedir mais força e para agradecer. Pedir fé e sabedoria.

E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos. 1 João 5:14,15.

Mas também agora sei que tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá. João 11:22

E, tudo o que pedirdes em oração, crendo, o recebereis. Mateus 21:22

O Senhor nos convida ir a ele em todas as circunstâncias, ruins e boas. Com súplicas, pedidos, perdão, agradecimentos e intercessão.

Não decretamos nada a Deus. Toda oração deve envolver submissão à vontade de Deus e sempre deve estar em harmonia com a lei de Deus. A fé é sempre direcionada para a sua vontade.

Sobre oração temos muitas verdades aprendidas, mas podemos destacar 3 verdades maravilhosas da graça que resumem toda oração:

1) O Espírito Santo intercede por nós. (Cf. Romanos 8.26,27).

2) Cristo intercede por nós. (Cf. João 16.26; Romanos 8.34).

3) Cristo nos ouve. (Cf. 1 João 5:15).

Uma oração pode não ser imediatamente respondida, mas certamente não foi desconsiderada. Sempre será respondida do modo mais adequado para o nosso bem e pela vontade sábia divina. Deus é imutável e fiel. Toda Sua Palavra é cumprida.

Não podemos planejar sem orar. Tudo começa com graça e oração. Ele quem determina o que é melhor para nós. Podemos confiar plenamente em seu poder, sabedoria e seu amor.

A oração deve levar à glória de Deus e para o bem da Sua Igreja. Que tudo seja para a honra de Deus, interesse da sua igreja, para a divulgação do Evangelho, ampliação do Reino, e para o bem individual e coletivo. A vontade de Deus está contida na sua aliança, Palavra e promessas.

Ore. Confie. Planeje em oração, execute em oração, agradeça em oração. Não seja incrédulo, mas creia.
  
5º Erro. Não fazer com sentimento de sentido e missão.

O sentido maior e mais profundo de missão é certamente a glória de Deus. -- Cf Rm 11.36; 1Co 10.31; Rm 14.7,8.

Fazer algo com sentido de missão inferior é carregar uma tonelada nas costas, não vai a lugar nenhum.

Quer um sentido de missão: DELE, POR ELE E PARA ELE.

Todas as coisas procedem de Deus, todas as coisas são feitas ou operadas por Ele, e todas as coisas existem para Sua glória, e para realizar seus fins.

O conhecimento dessa verdade é perfeita e completa. Você não encontrará algo mais profundo, nem mais largo, nem mais alto do que esta verdade.

Este conhecimento revela a diferença entre o Criador e a criatura. Nada se compara com o Altíssimo. Podemos ensinar a Deus como governar o mundo?

O que quer que você comece e planeje deixe que a glória de Deus seja o grande objetivo.

Deus é a fonte de todas as bênçãos, e a grande missão é promover sua glória e honra, manifestar seu louvor para sempre, não somente agora, mas eternamente. Esta é a missão de quem ama.

Se as coisas mais básicas como comer e beber devem ser para a sua glória, o que diremos das outras coisas? (Cf. 1Co 10.31).

A coisa mais comum pode ser feita para a glória de Deus. Mas quando desprezamos esta verdade conseguimos banalizar a vida.

Em todas as ações da vida, mantenha em vista a glória de Deus e persiga firmemente, em todos os caminhos, que seja o único fim de seu ser. Nós devemos consagrar tudo a Deus, desde o alimento à vida. Isto implica muitas vezes não agradar a nos mesmos, mas agradar a Deus.

6º Erro. Não acreditar nas promessas.

Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Mateus 28:19.

Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Mateus 16:18.

Façam discípulos, ensinem e batizem. Professem sua fé.

É como se Cristo dissesse: “Vá, conte sobre sua fé para outros, lhe ordeno que vá porque todo poder é meu, posso te proteger, o mundo está sob meu controle. É promessa do meu Pai dada a mim, embora você seja fraco eu Sou forte, embora você possa encontrar muitos perigos, eu guardo você, mesmo que você morra por mim, eu Vivo e dou vida eterna. Negue a si mesmo, negue sua própria justiça, negue sua corrupção, conheça de mim o verdadeiro caminho, paz, perdão, vida e salvação. Suporte tudo por causa de mim, creia em mim, se entregue a mim, siga-me aonde quer que eu vá ou te leve.”

Nada prevalece contra a Igreja, nenhum instrumento ou poder do inimigo, nada pode extinguir a Igreja nem a verdadeira fé no coração de cada crente. Nenhuma nação, nenhuma politica, nenhum poder infernal, com toda astúcia e união de forças nunca poderão extirpar o Evangelho. Os inimigos podem ser comparados a fortalezas, mas Deus é Todo-poderoso.

7º Erro. Simplesmente não fazer algo para Deus por falta de recurso ou oportunidade ideal.

Disse-lhes pois: Mas agora, aquele que tiver bolsa, tome-a, como também o alforje; e, o que não tem espada, venda a sua capa e compre-a; Lucas 22:36.

Oura versão diz: Mas agora, se vocês têm bolsa, levem-na, e também o saco de viagem; e se não têm espada, vendam a sua capa e comprem uma. Lucas 22:36 NVI.

O contexto de Lucas 22 trata sobre enviar missionários/discípulos para diversas localidades, campos missionários, e que eles deviam se preparar conforme as possibilidades. Deviam confiar na Providência divina, que nada lhes faltaria, nem material nem espiritual. Os discípulos obedeciam o IDE com poucos recursos materiais (Mc 6.8; Lc 9.3; Lc 10.4, Lc 22.35ss; Mt 10.9).

Alguém já disse, "comece onde você está, use o que você tiver, faça o que puder." E outro disse: "Faça algo corajoso para Deus." No Reino de Cristo é desse modo, para avançar devemos primeiro obedecer e confiar. Mas como obedecer?

1º Obedeça. Faça. Simplesmente faça. Não de qualquer jeito, mas com aplicação, dedicação, comprometimento e amor.

E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens. Colossenses 3:23.

E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai. Colossenses 3:17.

Faça de coração, não de má vontade, por força ou necessidade, não com murmuração, a contragosto, mas de coração e boa vontade, como ao Senhor e não aos homens.

Servindo de boa vontade como ao Senhor, e não como aos homens. Efésios 6:7.

2º Não tenha medo de desagradar pessoas, porque vai desagradar.

Não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus; Efésios 6:6.

Mas, como fomos aprovados de Deus para que o evangelho nos fosse confiado, assim falamos, não como para agradar aos homens,  mas a Deus, que prova os nossos corações. 1 Tessalonicenses 2:4.

Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Mais importa obedecer a Deus do que aos homens. Atos 5:29.

Muitos por covardia estão desagradando a Deus para agradar pessoas. Ele irá um dia pedir prestação de contas.

Ser ESCRAVO de Cristo é SERVIR de coração. O dever do SERVO pode ser resumido a obediência. Servos na bíblia são escravos mesmo.

3º Encontre companheiros para a jornada.

Via de regra, Deus nunca deixa o cristão só na jornada.

“Quanto a Tito, é meu companheiro e cooperador convosco; quanto a nossos irmãos, são mensageiros das igrejas e glória de Cristo” (2 Co. 8:23).

Há muitos outros exemplos na Bíblia sobre irmãos que ajudam irmãos. Encontre seu irmão de caminhada e boa jornada.

11.2.17

A REFORMA PROTESTANTE E TRABALHAR NO MCDONALDS


A REFORMA PROTESTANTE E TRABALHAR NO MCDONALDS

Sobre a relação do trabalho com o conhecimento cristão ou com a ética cristã tem muita coisa já falada. Há muitos estudos sobre a Reforma Protestante e o trabalho, a vocação e o trabalho, o trabalho e domínio e outras correlações teológicas.

No texto A Reforma e o Trabalho escrito pelo Rev. Hermisten Maia diz algo extremamente relevante: “Na ética do trabalho, Lutero (1483-1546) e Calvino (1509-1564) estavam acordes quanto à responsabilidade do homem de cumprir a sua vocação através do trabalho. Não há lugar para ociosidade. Com isto, não se quer dizer que o homem deva ser um ativista, mas sim, que o trabalho é uma "bênção de Deus". Lutero teve uma influência decisiva, quando traduziu para o alemão o Novo Testamento (1522), empregando a palavra "beruf" para trabalho, em lugar de "arbeit". "Beruf", acentua mais o aspecto da vocação do que o do trabalho propriamente dito. As traduções posteriores, inglesas e francesas, tenderam a seguir o exemplo de Lutero. A ideia que se fortaleceu, é a de que o trabalho é uma vocação divina. Calvino, diz: “Se seguirmos fielmente nosso chamamento divino, receberemos o consolo de saber que não há trabalho insignificante ou nojento que não seja verdadeiramente respeitado e importante ante os olhos de Deus.””

No texto a seguir, de fato há uma rotulação negativa forte sobre o trabalhar no McDonald's, como sendo um subemprego, mas será que é assim mesmo? Tire suas próprias conclusões no texto (na íntegra).

Confira o texto de Kate Norquay:

O que aprendi em 4 anos de trabalho no McDonald’s

Dos 18 aos 22 anos de idade, eu trabalhei no McDonald’s. Inicialmente fui contratada para jornada parcial, e depois, para tempo integral. Porém, durante aqueles quatro anos, eu não deixei de tentar encontrar um emprego de mais prestígio. Durante este tempo, não fui promovida, não me tornei gerente, enfim, não conquistei absolutamente nada.

De forma geral, posso ser considerada a típica funcionária do McDonald´s: preguiçosa, boba, sem iniciativa.

Durante aqueles anos, pude sentir como as pessoas tratam os funcionários do McDonald’s. Lembro-me do sorriso orgulhoso dos meus pais quando eu disse que havia sido contratada em uma empresa. E lembro-me da rapidez com a qual o sorriso deles sumiu quando eu disse do que se tratava. E a reação dos meus conhecidos era mais ou menos assim: “Você ainda trabalha no McDonald’s? Ah não, eu nunca poderia trabalhar em um lugar assim“. Ou as piadas com o meu trabalho: ”Só não me diga que não poderá ir porque precisa trabalhar" (segundo eles, meu emprego era irrelevante e pouco sério).

Tudo isso influenciava na minha percepção do trabalho. Eu o via como ruim: eu era lenta, desajeitada, sensível, me comportava como uma vítima da situação. Tinha a certeza de que era boa demais para aquele emprego e dizia a todo mundo: "Sim, este trabalho é um lixo. Mas, diabos, eu preciso de dinheiro!". Dava-me conta de que eu, uma estudante que pertencia à elite intelectual, não estava, por natureza, destinada a um trabalho braçal.

Nem ao menos tentei me esforçar. Não tentei conquistar algo naquele emprego. E, principalmente, nem mesmo queria conquistar algo. Para que iria gastar minhas habilidades em algo que não é digno de mim?

Porém, depois de alguns anos minha atitude com o trabalho começou a mudar. Comecei a sentir orgulho do meu trabalho.

Me perguntei: qual a diferença entre o McDonald’s e qualquer outro lugar para começar uma carreira? Por que meu trabalho é considerado mais miserável que os outros?

Será porque trabalho para uma grande corporação? Não, porque se fosse assim, trabalhar no Starbucks ou no Subway também seria considerado vergonhoso.

Ou será porque a empresa não é ética? Mas redes como a Zara também escravizam seus empregados. Será porque eu trabalho em uma rede de fast food? Mas até mesmo trabalhar em redes de fast food tem lá o seu charme.

Será porque não é um trabalho intelectual? Não, porque um trabalho com vendas é considerado totalmente decente.

E então eu me dei conta.

O McDonald’s é considerado pela sociedade como um lugar onde trabalham pessoas incapazes de conseguir algo melhor. Percebi que a maioria das outras empresas de mesmo nível não contrata pessoas parecidas com os meus colegas.

Tínhamos funcionárias com capacidades limitadas, com problemas na fala, gente com sobrepeso, pouco atraentes, interioranas e os que chegavam à cidade vindos de outras partes do país. Todas essas pessoas eram a base da equipe. Eram considerados bons empregados.

No entanto, sempre que via trabalhadores do Starbucks, por exemplo, via gente parecida comigo: estudantes educados, em forma, fisicamente atraentes, que sabiam falar bem. Estes são os estereótipos. E eu reúno todos os requisitos para um emprego de mais prestígio: numa boa loja de roupas, em numa cafeteria famosa. As pessoas de ’classe’, segundo a tradição, não terminam em um McDonald’s ao lado dos fracassados.

Se você tem 20 anos e mora em uma grande cidade, seus amigos vão rir caso você trabalhe no McDonald’s. Porém, não acho que o mesmo se aplica para pessoas com deficiência, ou imigrantes de meia idade, por exemplo. Seus amigos não riem deles, não perguntam constantemente: "quando você pensa em arrumar um emprego normal?", porque não se espera mais deles.

E sim, comer hambúrguer engorda. Porém, as pessoas próximas a mim tinham pena não porque eu fritava hambúrgueres, mas porque acreditavam que eu tinha mais classe do que o típico empregado deste estabelecimento. Que eu merecia um ’bom’ trabalho. Que este era o meu direito por haver nascido numa classe mais alta.

Pensei muito sobre isso enquanto fritava batatas e hambúrgueres. Dia após dia. E me dei conta: não sou melhor.

Claro, tenho minhas habilidades, e até talento para algo especial. Não tenho músculos, percebo que não estou apta para um trabalho braçal. Sempre soube que iria me dedicar a um trabalho mental. No entanto, isso não quer dizer que eu seja mais qualificada ou valha mais que os meus companheiros.


Existem diferentes tipos de trabalho, e por que alguém que vive do dinheiro do papai e pensa igual à mamãe, que nunca trabalhou um dia sequer na vida, se acha no direito de dizer qual emprego é bom e qual é ruim e inútil?

Sim, eu não me esforço tanto quanto alguns dos meus amigos que trabalham 20 horas por dia para que nenhum cliente fique sem sua porção de batata frita.

Não sou tão inteligente quanto nossa gerente formada em Engenharia que aprendeu como construir nossas instalações de uma forma que nós não precisássemos lidar com falhas repentinas e ficar esperando que alguém consertasse.

Não sou tão organizada quanto aqueles que analisam e organizam os componentes para milhares de clientes para a semana inteira, sabendo que, se não obtiverem sucesso, terão problemas mais sérios do que uma simples advertência do chefe.

Não sou suficientemente paciente para ter calma com clientes escandalosos e grosseiros, que podem ofender e gritar com um empregado só porque falta ketchup.

Estas são as verdadeiras aptidões.

Se você se considera melhor do que essas pessoas só porque você trabalha com vendas ou com papéis em um escritório, você tem um problema.

Para mim, os 4 anos que passei no McDonald’s tiveram muito valor. É claro que eu nunca mais quero trabalhar fritando batata e hambúrguer, mas entendi ali algo importante. Deixei de ser orgulhosa como era. Deixei de julgar as pessoas pela aparência física, origem ou status social. Me tornei mais compassiva.

E se você acha que eu escrevi isto para me justificar por me sentir incômoda com o meu passado, você está errado.

**
Autora: Kate Norquay
Tradução e adaptação: Genial.guru


8.1.17

Breve análise de redes sociais do Apóstolo Paulo


Breve análise de redes sociais do Apóstolo Paulo - Por Raniere Menezes

Albert-László Barabási é uma das maiores referências da atualidade quando o assunto é ciência de redes. Existiram muitos teóricos que falaram de redes bem antes da existência da Internet e Redes Sociais, e bem antes de Barabási. Os estudos das redes envolvem matemática, física, ciências da computação, sociologia, biologia, química e muitas outras áreas. Há muito material disponível sobre ciência de redes disponíveis na Internet.

A abordagem de Barabási é muito interessante porque ele insere na história das redes sociais o Apóstolo Paulo, no século I. Ele destaca que Paulo percorreu milhares de quilômetros, anos apos anos, dando um total de 16mil km em 12 anos. É amplamente reconhecido que a propagação do cristianismo no primeiro século deve-se especialmente a missão e evangelismo de Paulo.

Inicialmente Saulo (posteriormente, Paulo) era um perseguidor feroz de cristãos, judeu ortodoxo, falava várias línguas, possuía nacionalidade judia e romana, e domínio cultural do mundo grego. Viajava de comunidade em comunidade perseguindo, caçando, aprisionando e matando cristãos. Conhecedor de três culturas, homem viajado, foi escolhido por Deus para defender a mensagem do Evangelho que antes combatia.

Paulo usou sua vasta cultura para espalhar o Evangelho no primeiro século, de Jerusalém a Roma, alcançou o maior numero possível de pessoas. Foi o maior teólogo e missionário do cristianismo. O mediterrâneo era uma área geográfica toda interligada por estradas, a providência de Deus interligou todo mundo antigo através da expansão grega e romana. Obviamente, os cientistas sociais não cristãos não entendem dessa forma. Mas é como as Escrituras Sagradas ensinam.

Barabási em sua teoria diz que tudo esta ligado a tudo, seja no comércio, ciência e vida cotidiana. Voltado à missão de Paulo, quando ainda era Saulo e combatia o cristianismo, ele viajou de comunidade em comunidade perseguindo cristãos. Este foi seu primeiro conhecimento de rede adquirido. Quando então transformou-se em Paulo, o Saulo convertido ao cristianismo, ele sabia bem como espalhar a mensagem, com base em seu conhecimento das comunidades, esta é a teoria de Barabási.

Para um melhor entendimento das expansões judaicas e cristãs é também muito importante compreender as antigas DIÁSPORAS (significa dispersões de povos, por motivos políticos ou religiosos, é um tipo de deslocamento ou migração forçada ou incentivada de uma população). Os judeus foram dispersos pelo mundo muitas vezes na história, o mesmo aconteceu com os cristãos, a maioria das vezes por perseguição. – Mais uma vez entra o entendimento da providência que foge da compreensão dos céticos. Deus, em sua providência, ao longo da história pode usar perseguições para dispersar o seu povo e com isso sua mensagem pode ser levada para os lugares mais distantes. As antigas diásporas judaicas e cristãs colaboraram em formar uma ampla rede distribuída por todo mundo antigo (o mundo greco-romano).

Movimentos de expansão a parte das diásporas, temos o COMÉRCIO, especialmente o marítimo e as redes políticas de domínios, a exemplo da expansão e domínio de Alexandre, o qual fez intercâmbio artístico e comercial da Grécia ao Egito, e, é claro, o Império Romano, com suas fronteiras gigantes.

Explicar a expansão do cristianismo somente pela ótica sociológica é insuficiente. Sabemos que biblicamente e pela fé que Paulo era um servo de Cristo Jesus e cumpria a Grande Comissão de Mateus 28. Ele tinha em mente alcançar judeus e gentios. Geograficamente seu plano era levar o Evangelho de Jerusalém para todas as nações (segundo a Grande Comissão). E foi especialmente chamado para esta missão.

Uma análise das viagens missionárias de Paulo mostra que ele avançava por certas regiões e depois retornava.  Havia a preocupação de Paulo em fortalecer as igrejas que haviam sido plantadas (Atos 15:36), mas é evidente que Paulo tinha também a preocupação de ir sempre mais longe. Um exemplo claro disso está em Romanos 15:24 e 28 onde vemos a intenção de seguir até a Espanha. Seu método era plantar igrejas e discipular.

Algo que os cientistas sociais não conseguem entender é que Paulo era movido e orientado pelo Espírito Santo. Paulo não foi por acaso o maior teólogo e maior missionário do cristianismo. Em menos de dez anos, entre os anos 47 e 57, ele plantou igrejas em quatro províncias do Império Romano: Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia proconsular. Depois de dez anos plantando igrejas, ele escreve aos romanos que já não tem campo de atividade naquelas regiões (Rm 15.23). Não havia transporte rápido, não havia comunicação veloz como temos hoje e Paulo fez o que fez em uma década.

Dr. Augustus Nicodemos* fez um interessante comentário sobre a escolha dos centros estratégicos por parte de Paulo. Ele percorria as estradas romanas anunciando o Evangelho e organizando os discípulos nas principais cidades das províncias imperiais, que eram centros estratégicos. Ele estava movido pela urgência da convicção de que o reino de Deus havia raiado e a vinda do Senhor Jesus era iminente, de que o Evangelho deveria ser pregado a todas as nações e ele tinha pouco tempo para fazer isso. Então, ele concentrou suas atividades nesses pontos estratégicos do Império Romano. Tessalônica tornou-se a base missionária para a província da Macedônia; Corinto a base para a província da Acaia; e Éfeso, a sua base para a Ásia proconsular. – E sobre o modo de organizar as igrejas locais, Paulo organizava seus convertidos em comunidades, as igrejas locais. O seu objetivo era promover os meios pelos quais eles fossem edificados, instruídos, celebrassem a Ceia, cultuassem a Deus e se envolvessem no próprio projeto de expansão do cristianismo. Paulo os batizava, elegia presbíteros dentre eles a quem encarregava do rebanho (At 14.21-23), e depois de algum tempo voltava para supervisioná-los (At 15.36; 16.4-5; 18.23).

Podemos concluir com uma breve reflexão: o que podemos fazer pela transmissão do Evangelho com o uso das redes sociais da Internet? O que podemos fazer nos dias de hoje para fortalecer o discipulado?

***
Paulo, Plantador de Igrejas: Repensando Fundamentos Bíblicos da Obra Missionária, por Dr. *Augustus Nicodemus Lopes -- http://www.monergismo.com/textos/missoes/missoes_augustus.htm


4.12.16

DÍZIMO: VAMOS FALAR? [PARTE III] DOMÍNIO, LEI , GRANDE COMISSÃO E DÍZIMO


DÍZIMO: VAMOS FALAR? [PARTE III]
DOMÍNIO, LEI , GRANDE COMISSÃO E DÍZIMO
Estudo baseado em “Tithing and the church” / Gary North, 1994.
Por Raniere Menezes/Frases Protestantes, 2016.

E ordenou ao povo, que morava em Jerusalém, que desse a parte dos sacerdotes e levitas, para que eles pudessem se dedicar à lei do Senhor.
2 Crônicas 31:4.

O rei Ezequias entendia pelo menos duas coisas sobre o dízimo, em primeiro lugar, como rei, ele possuía autoridade delegada por Deus para governar sobre o dízimo pago por Israel, em segundo lugar, os levitas e sacerdotes tinham autoridade delegada por Deus para recolher os dízimos.

Em Israel não havia nenhum traço de voluntarismo moral, o dízimo em Israel era moralmente obrigatório, os versos de 5 a 10 mostram que Deus abençoava esta obediência:

E, depois que se divulgou esta ordem, os filhos de Israel trouxeram muitas primícias de trigo, mosto, azeite, mel, e de todo o produto do campo; também os dízimos de tudo trouxeram em abundância.
E os filhos de Israel e de Judá, que habitavam nas cidades de Judá, também trouxeram dízimos dos bois e das ovelhas, e dízimos das coisas dedicadas que foram consagradas ao Senhor seu Deus; e fizeram muitos montões.
No terceiro mês começaram a fazer os primeiros montões; e no sétimo mês acabaram.
Vindo, pois, Ezequias e os príncipes, e vendo aqueles montões, bendisseram ao Senhor e ao seu povo Israel.
E perguntou Ezequias aos sacerdotes e aos levitas acerca daqueles montões.
E Azarias, o sumo sacerdote da casa de Zadoque, lhe respondeu, dizendo: Desde que se começou a trazer estas ofertas à casa do Senhor, temos comido e temos fartado, e ainda sobejou em abundância; porque o Senhor abençoou ao seu povo, e sobejou esta abastança.
2 Crônicas 31:5-10

Não há razões para crer que esse sistema mudou na nova aliança. O dízimo esta relacionado ao domínio. Os cristãos não serão capazes de estender o domínio de Deus sem entender a essência do dízimo.  Assim, subordinação à igreja legítima, que se manifesta entre outras características, pelo pagamento do dízimo, traz os meios econômicos de dominação. A igreja, que é subordinada a Deus, reina na história.

Neste século, o Estado é percebido como o organismo principal de domínio, “cura” e “salvação”. Este tipo de Estado messiânico tem cooperado para retirar o domínio da Igreja. Isto é usurpação do inimigo, e devemos entender que satanás ocupa o mundo como um sem-terra, até o proprietário de direito expulsá-lo. Tendo este entendimento é também importante ressaltar que sempre é tempo de mudar, pois a santificação é progressiva.

Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis.
E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível.
Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar.
1 Coríntios 9:24-26

Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.
Por isso todos quantos já somos perfeitos, sintamos isto mesmo; e, se sentis alguma coisa de outra maneira, também Deus vo-lo revelará.
Filipenses 3:14,15

A Grande Comissão faz parte dessa progressão. E esta Grande Comissão em Mateus 28.18-20 é um sistema que necessita de toda força e incentivo econômico e não deveria trabalhar só com 10% mas com 90%. Mas as pessoas geralmente se rebelam e consideram 10% um fardo pesado, demasiado oneroso. Quanto engano! Muitos acreditam que Deus não tem direito legal sobre eles. Também acreditam que Deus não tem nenhuma reivindicação econômica sobre eles; estão incorretos em ambos os pontos. E todos irão aprender isso no dia do seu julgamento.

Na prática, mesmo que neguem, muitas pessoas não estão satisfeitas com 90% para si, veem isso como uma violação da sua propriedade.

Agradecemos pela saúde, pelo alimento, pela força, pelo trabalho, mas o que damos a Deus? Assim como os israelitas da geração da conquista de Canaã não obedecemos.

E digas no teu coração: A minha força, e a fortaleza da minha mão, me adquiriu este poder.
Antes te lembrarás do Senhor teu Deus, que ele é o que te dá força para adquirires riqueza; para confirmar a sua aliança, que jurou a teus pais, como se vê neste dia.
Deuteronômio 8:17,18.

Os homens acham que são os únicos proprietários, acham que as suas ferramentas de produção são produto de suas próprias mãos, rendas, salários. Nao se veem devedores de Deus.

Uma objeção comum: “...mas Deus é dono de tudo e não precisa de nada, o que podemos dar a Ele que não seja Dele?” -- É exatamente o contrário, por Ele ser dono de tudo merece tributo, pode exigir o que quiser. E Deus estabeleceu o dizimo, entre outros tributos.

Quem legalmente recolhe o dizimo? Os magistrados civis que são ordenados por Deus (Rm 13), eles têm autoridade de recolher, são representantes de Deus, possuem autoridade representativa, os homens podem até se queixarem mas raramente se rebelam por medo da espada. O que dizer dos ministros de Deus? Não possuem autoridade porque não são ministros civis?

E as vossas sementes, e as vossas vinhas dizimará, para dar aos seus oficiais, e aos seus servos.
Também os vossos servos, e as vossas servas, e os vossos melhores moços, e os vossos jumentos tomará, e os empregará no seu trabalho.
Dizimará o vosso rebanho, e vós lhe servireis de servos.
1 Samuel 8:15-17.

Muitos dos que se alegram que a oferta deve ser livre dos 10% geralmente dão abaixo do percentual do dízimo. O dinheiro é a mais representativa forma de riqueza. E por isso que Jesus advertiu que os homens não podem servir a dois deuses simultaneamente, a Deus e a Mamom (Mt. 06.24). É por isso que Paulo advertiu que o amor ao dinheiro é a raiz de todo o mal (I Tm. 6. 10). O que um homem faz com o seu dinheiro revela suas prioridades.

A prioridade do homem caído é afirmar sua autonomia e menosprezar o julgamento de Deus na história e na eternidade. Acredita que tem o direito de decidir o que fazer com o seu dinheiro. E Deus diz quem está errado. E Deus faz suas reivindicações através das Escrituras proclamada através de sua igreja.

Homens em sua rebelião não aceitam este ensinamento. Eles irão preferir manter 100 por cento de uma base econômica para si. Não é de surpreender que encontramos cristãos que negam que a advertência profética de Ageu (Ag 1.3.11) não é válida para a Nova Aliança.

Muitos cristãos ainda procuram afirmar teologias que defendem autonomia do homem diante de Deus. Qualquer um que afirma, hoje, a obrigatoriedade de algo, não só do dízimo, está rompendo com as filosofias do seu tempo. Muitos cristãos são seduzidos pelas vãs filosofias que hoje o dízimo virou uma guerra teológica.

Outra objeção comum: fala-se em terrorismo psicológico para extrair o dízimo dos membros. Vamos à realidade: de fato, há os “terroristas” que extraem dízimos e ofertas (não só dízimos) como que a força, violentamente, usando de chantagens e outros argumentos persuasivos e motivações mercenárias. E de fato, esta não deve ser a maneira correta de trazer o dízimo a igreja local, é preciso pregar sobre a fidelidade à aliança e que obedeçam as leis de Deus reveladas na Bíblia, poucos pregam corretamente e poucos obedecem corretamente.


Na prática o antidizimista é economicamente um violador do pacto. Na pratica os adeptos de somente ofertas têm que pregar CONTINUAMENTE e muitas e muitas vezes, atormentando os membros com pedidos de doações e contribuições, sem ameaças e sanções negativas contra o membro que se recusa a doar, mas irritantemente por causa da necessidade do dinheiro. A abordagem é constante, e muita gente deve fugir das cadeiras por isso.

Continua...



Texto sem revisão.