30.12.10

Papel de parede - Wallpaper - Frase de Agostinho


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29.12.10

PALAVRAS DIGNAS DE CONFIANÇA

Há supostos ministros cristãos que pressionam os crentes a olhar para “o Senhor do livro, e não para o livro do Senhor”, ou para algo com esse objetivo. Mas, visto que as palavras da Escritura foram sopradas por Deus, e aquelas são a única revelação objetiva e explícita de Deus, é impossível olhar para o Senhor sem olhar para o seu livro. Visto que as palavras da Escritura são as próprias palavras divinas, alguém está olhando para o Senhor somente até onde estiver olhando para as palavras da Bíblia. Nosso contato com Deus é através das palavras da Escritura. Provérbios 22:17-21 indica que confiar no Senhor é confiar em suas palavras:


Preste atenção e ouça os ditados dos sábios, E APLIQUE O CORAÇÃO AO MEU ENSINO. Será uma satisfação guardá-los no íntimo e tê-los todos na ponta da língua. PARA QUE VOCÊ CONFIE NO SENHOR, a você hoje ensinarei. Já não lhe escrevi conselhos e instruções, ensinando-lhe PALAVRAS DIGNAS DE CONFIANÇA, para que você responda com a verdade a quem o enviou?


Vincent Cheung

26.12.10

PROPÓSITO


Todos os que ignoram o propósito para o qual vivem são tolos e loucos.
João Calvino




Aqui está o que me amedronta: ver dissipado o sentido desta vida, ver desaparecer a razão da nossa existência. Isto, sim, é intolerável. O homem não pode viver sem significado.
Albert Camus




O que torna a vida lúgubre é a ausência de motivação. O que torna a vida complicada é a multiplicidade de motivações. O que torna a vida vitoriosa é a singularidade da motivação.
George Eliot




Os que têm um "porquê" para viver podem suportar quase todos os "como".
Victor E. Frankl

Bíblia empoeirada




O diabo não tem medo de Bíblia empoeirada.
Anônimo

Eleição, Predestinação e Estabilização



Afrontamos as doutrinas da eleição e da predestinação quando as usamos como espécie de granada teológica para serem lançadas contra os outros. Elas não nos são dadas com esse objetivo, mas, sim, como poderosos instrumentos de estabilização.
Eric Alexande

Dons Espirituais



Considerar que os dons espirituais têm o mero objetivo de adornar e beneficiar a pessoa que os tem seria tão absurdo quanto dizer: "Eu acendo o fogo não para esquentar a sala, mas para esquentar a lareira".
Abraham Kuyper

TER OBJETIVO



Precisamos ter como objetivo um cristianismo que, à semelhança da seiva de uma árvore, percorra todos os ramos e folhas do nosso caráter, a tudo santificando.
J. C. Ryle

24.12.10

Delírio de Natal



Chegado o mês de Dezembro, começam as decorações, as primeiras compras e a preparação de todos os detalhes e celebrações do Natal. Se por cá a tradicional árvore se monta junto do quentinho da lareira, já no Brasil os acordes de Simone vêm juntar-se à família. Na Ucrânia, não há natal sem aranha e respectiva teia. Na Catalunha, não há presépio sem o famoso caganer. Surpreenda-se com as mais variadas tradições e vivências desta quadra.


As ruas são decoradas com mil e uma luzes. Os centros comerciais enchem-se de gente carregada de sacos e ofertas para família e amigos. Os Pais Natais multiplicam-se por todo o lado, enquanto os sons natalícios os acompanham. A árvore de natal e o presépio são duas das mais conhecidas tradições. Se pensa que já sabe tudo sobre elas, está redondamente enganado.


Os rituais não se ficam só pelo mais comum.


Diversas pesquisas garantem que a árvore moderna terá surgido na Alemanha entre os séculos XVI e XVIII. No século XIX, a tradição espalhou-se por outros países europeus e chegou aos Estados Unidos. A América Latinha só a acolheu já no século XX.


Nos dias de hoje, a montagem da árvore de natal é comum na maior parte das famílias, independentemente da religião à qual pertencem. Tanto católicos, protestantes como ortodoxos e também alguns judeus norte-americanos que adoptaram o arbusto de Chanucá (festa judaica próxima do natal) para o efeito.


Verdadeiras ou artificiais, são decoradas com todo o tipo de complementos: bolas e fitas coloridas, luzes, sinos, anjos, estrelas, botas, laços, instrumentos musicais, pinhas e pais natais.


Na Europa de Leste, mais precisamente na Ucrânia, é utilizado ainda um outro ornamento: uma aranha e a sua respectiva teia. De acordo com uma antiga lenda, uma pobre viúva sem quaisquer recursos financeiros para decorar a sua árvore, desperta certo dia vendo-a embelezada por uma teia. O seu natal ganhando assim outra cor, fez com que desde então, os ucranianos acrescentassem uma aranha e teia artificiais no meio da decoração como sinonimo de sorte.


Por baixo da mesma e junto aos presentes, é colocado o presépio. Esta referência do cristianismo, simboliza o nascimento de Jesus numa gruta em Belém. Segundo a Bíblia, José e Maria terão passado muito tempo à procura de um local para pernoitar.


Cansados da longa viagem feita até aí e sem sítio para ficar, abrigaram-se numa gruta nas redondezas de Belém. Maria, já no final da gravidez terá dado á luz. Jesus nasceu numa manjedoura destinada aos animais. É por essa razão, que tanto o burro como a vaca são peças de presépio. Representam a simplicidade e modéstia “Jesus não nasceu em palácios, nem em lugares luxuosos, mas sim no meio dos animais”. Os anjos e os pastores, a estrela e os reis magos completam os personagens. Os pastores que se encontravam naquela região foram avisados por anjos do acontecimento. Os reis magos, vindos de oriente, foram guiados pela estrela até ao local.


Porém, na Catalunha incluí-se também uma outra figura: o caganer, ou seja, uma personagem que defeca. É, normalmente uma réplica de um homem comum, vestido com roupas comuns. Nos últimos tempos, é que começaram a ser produzidos caganer-celebridades. Retratam figuras públicas como futebolistas, actores, apresentadores de televisão e inclusive alguns presidentes já foram caricaturados. O lugar que ocupa no presépio, é visto pela população como um bom fertilizante de terra e consequentemente trará uma boa colheita.


Se há quem veja nas aranhas ou num caganer um amuleto de sorte, também há quem o veja numa espingarda. Diz a tradição norueguesa que a noite de Natal atrai bruxas e maus espíritos. Por isso, é comum os homens das famílias irem até à rua disparar alguns tiros, para que o som afaste as más vibrações.


A entrada no dia 25 de Dezembro, é celebrada por muitos em casa, junto da família, na habitual troca de prendas. Por outros, na habitual missa do galo. Em Caracas, na Venezuela é de manhã que a missa acontece. E o trânsito é cortado. Isto porque, é de patins que os venezuelanos se dirigem para a igreja. Na noite anterior, já as crianças ataram um atacador no dedo grande de um dos pés e colocaram o patim na janela. Quem por ali passa de manhã, costuma puxá-lo e desejar um Feliz Natal fora do comum.


Via: OBVIOUS

Protestantes, reflitam!


Banksy é um dos maiores artistas pop (arte urbana) do mundo. Ninguém sabe ao certo o seu nome, Banksy é apenas um pseudônimo. Sabe-se que é britânico, um ferrenho ativista político e um grafiteiro genial. Sua técnica é chamada de stencil, há desenhos seus espalhados pelo mundo em muros, paredes e postes. É impressionante a quantidade de arte produzida pelo Banksy, basta uma rápida pesquisa no Google imagens com o nome do artista e surge uma cascata de trabalhos. Conheça um pouco aqui: http://en.wikipedia.org/wiki/Banksy


Seu stencil art “crucifixion” é um dos mais polêmicos, figura uma imagem de um Cristo romanista segurando sacolas de presentes. Não precisa ser crítico em arte para entender a mensagem óbvia de consumo e religião. Não, Banksy não é o anticristo, ele simplesmente capturou uma imagem mentirosa e idólatra existente no imaginário coletivo, e adicionou sua irreverência crítica. Essa arte urbana deveria fazer muitos protestantes pensarem mais sobre o “espírito de natal”.


Por que Deus proíbe que se crie imagens? Para que os homens não inventem nem imaginem! O Deus verdadeiro, eterno e invisível continuará intocável! Substituir o Cristo verdadeiro por um Cristo papista é substituir a Revelação verbal e escrita de Deus pela imaginação humana. O mesmo vale para a festa de Natal, muitos protestantes trocam as Escrituras pela imaginação humana.





22.12.10

John Piper deveria Celebrar o Natal?


Um pequeno artigo de John Piper – Os cristãos deveriam celebrar o natal? – abre a porteira para passar uma boiada, afinal, onde passa um boi...


Como se diz em linguagem de seminário teológico (seminarês), John Piper “picou o fumo”, “fumaçou”. Fico pensando, como um cara do naipe de Piper cede desse modo influenciando cristãos a celebrar o natal? Ele simplesmente ignora o princípio do SOLA SCRIPTURA nesse aspecto! Isso não é grave? -- "Pentecostais, oficializem o dia de Pentecostes!", essa é a voz anti-bíblica da mesma boiada que acaba de passar pela porteira.


Sua argumentação em nenhum momento honra as ESCRITURAS! O cerne da questão não é sobre feriado religioso ou paganismo, mas sobre o SOLA SCRIPTURA, e isso o Piper simplesmente ignora! Preferia não acreditar que ele tenha escrito.


Cristo, nosso Senhor, institui um memorial que celebra sua morte e ressurreição, e não é o feriado da páscoa, mas a SANTA CEIA. Sobre celebrar o nascimento de Cristo NÃO HÁ RESPALDO BÍBLICO!!!


O nascimento de Cristo é importante? CLARO! ÓBVIO! Mas tão importante é a Palavra de Deus revelada, e esta não deixa o menor indício de celebração do seu aniversário!


Piper diz: “Realmente vale o risco, mesmo que a data de 25 de Dezembro tenha sido escolhida por causa de sua proximidade com algum tipo de festival pagão. Vamos apenas tomá-la, santificá-la e fazer o melhor com ela, porque Cristo é digno de ser celebrado em seu nascimento”. Porém este argumento é falacioso e herético! Os fins justificam o meio, mister Piper?


Qual é o risco que vale a pena? Será o risco de ceder ao espírito romanista em detrimento do SOLA SCRIPTURA? Vamos trocar SOLA SCRIPTURA por vã adoração ou pseudo-santificação?




Não há base bíblica para a observância do Natal e da Páscoa como dias santos, mas o contrário (v. Gl 4.9-11; Cl 2.16-21), e esse costume é contrário aos princípios da fé reformada, conduzem á adoração vã, e estão em desarmonia com a simplicidade do Evangelho de Jesus Cristo.
-- Assembléia Geral da Igreja Presbiteriana nos Estados Unidos (presbiterianos do Sul), Deliverance on Christmas and Easter (1899).


***


Um erro da espessura de um fio de cabelo afasta-nos cem quilômetros do alvo.
Anônimo


A divisão é melhor do que a concordância no erro.
George Hutcheson


Erro no púlpito é como fogo no monte de palha.
Anônimo


A heresia vem montada nos lombos da tolerância
John MacArthur


Não devemos engolir automaticamente tudo o que lemos nos livros, ainda que dos maiores homens. Devemos examinar tudo.
L. Jones


***
Placar:
Satanás 1 x 0 Piper


Gol de falta!


***


É incrível que o professor de um seminário presbiteriano fosse tão romanista e anti-reformado. A Escritura nos dá as regras do culto, e, repito, delas não devemos nada subtrair, nem algo lhes acrescentar. Não devemos nos mover para a esquerda e nem para a direita, A Escritura não nos autoriza a celebração do Pentecoste. O mesmo é verdadeiro em relação ao Natal. Ele começou como uma festa de bêbados e continua dessa forma em muitas festas no ambiente de trabalho. Os puritanos fizeram dessa celebração um crime civil. Entretanto, um argumento para a celebração do Pentecoste era: “Não celebram todos os cristãos o Natal e a Páscoa?” Não, os cristãos não o celebram. A família de meu pai e os membros de sua igreja nunca celebraram o Natal, tampouco o fizeram as duas administrações Blanchard no Wheaton College. Porém, o que dizer da Páscoa? Certamente devemos celebrá-la, não é? Sim, de fato. Devemos, como ordena a Escritura, celebrá-la não apenas uma vez por ano, mas 52 vezes.
Gordon H. Clark (professor do Covenant College, da Igreja Presbiteriana Reformada), The Holy Spirit.

21.12.10

O Natal tem base bíblica? -- ou Papai Noel, gnomos, marcianos e cretinos sentimentalistas


Houve um tempo quando presbiterianos e congregacionais disciplinavam irmãos pela celebração do Natal. Para os protestantes da ala calvinista da Reforma, a celebração desse dia foi impensável durante quase 300 anos. Agora se você for presbiteriano e não celebrar o Natal, irmãos da mesma denominação pensarão que você é fanático. Os protestantes têm sido enganados, iludidos, ludibriados e tapeados por terem esquecido o PRC: “Toda a Palavra de Deus é pura: escudo é para os que confiam nele. Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda e sejas achado mentiroso” (Pv 30.5,6).
Brian Schwertley




Qual é o significado do Natal?


R. É uma festa celebra no 25º dia de dezembro, em honra do nascimento de Cristo. Nesse dia são rezadas três missas: à meia-noite, ao nascer do sol e a terceira no período da manhã.
John M’Donald (ministro da Igreja Presbiteriana Reformada da Escócia [Reformed Presbyterian Church of Scotland]; membro da Sociedade Reformada escocesa),Romanism Analysed in the Light of Scripture, Reason, and History (1894).


Esta é a estação do ano na qual, querendo ou não, somos compelidos a pensar sobre o nascimento de Cristo. Considero um dos maiores absurdos que possam ocorrer debaixo do céu pensar que exista algo religioso na celebração do Natal. Não há nenhuma probabilidade de que nosso Salvador Jesus Cristo tenha nascido nesse dia, e sua celebração é de origem puramente papista; sem sombra de dúvida, os católicos têm o direito de santificá-lo, mas eu não vejo como protestantes coerentes podem considerá-lo sequer sagrado.
Charles Haddon Spurgeon, “The Incarnation e Birth of Christ”, 23/12/1855.




Não somos supersticiosos a respeito de tempos e estações. Com certeza não cremos no arranjo eclesiástico atual chamado Natal. Em primeiro lugar, por não crermos na missa; ao contrário, nós a abominamos, quer seja cantada em latim quer em inglês. Em segundo lugar, por não encontrarmos nenhuma garantia bíblica para guardar qualquer dia como o aniversário do Salvador; conseqüentemente, sua observância é uma superstição por não possuir autoridade divina. Essa superstição encontrou guarida no dia do aniversário do nosso Salvador, ainda que não haja a menor possibilidade de descobrir sua ocorrência. [...] Foi só no final do século III que em algumas partes da igreja passou-se a celebrar o nascimento de nosso Senhor; não muito tempo depois da igreja ocidental ter estabelecido o exemplo que a igreja oriental o adotou. [...] Provavelmente o fato é que os dias “santos” foram arranjados de forma a substituir os festivais pagãos. Não nos arriscamos a afirmar, caso houvesse algum dia no ano do qual pudéssemos estar certos de ser o dia do nascimento do Salvador, que ele seria o 25.o dia de dezembro. ... Sem levar em consideração o dia, entretanto, demos graças a Deus pelo dom de seu querido Filho.
Charles Haddon Spurgeon, “Joy Born at Bethlehem”, 24/12/1871.




... Quando se puder provar que a celebração do Natal, do Pentecostes e de outros dias santos papistas foi instituída por estatuto divino, também nós os celebraremos, mas até então não o faremos. É nossa obrigação rejeitar as tradições humanas e observar as ordenanças do Senhor. Perguntamos a respeito de cada rito e rubrica [litúrgica]: “Esta é uma lei do Deus de Jacó?”, e se a resposta não for afirmativa, ela não possuirá autoridade entre nós que caminhamos na liberdade cristã.
Charles Haddon Spurgeon, Treasury of David [Tesouro de Davi], s/d, Salmos 81.4.




P. 49.Quais são algumas das festas sazonais da Igreja de Roma?
R. Existem várias, dentre as quais as mais proeminentes são o Natal, o dia de Nossa Senhora, a Quaresma, a Páscoa e a Festa da Assunção.
P. 50. Qual é o significado do Natal?
R. É uma festa celebra no 25.o dia de dezembro, em honra do nascimento de Cristo. Nesse dia são rezadas três missas: à meia-noite, ao nascer do sol e a terceira no período da manhã.
P. 51 Quando essa festa foi instituída?
R. Decretos espúrios atribuem sua instituição a Telésforo, bispo de Roma, na primeira metade do século segundo; entretanto, os pais [da igreja] dos primeiros três séculos não a mencionam.
[...]
P. 55. Essa festa tem base bíblica?
R. Não. As Escrituras nada dizem a respeito do dia e do mês do nascimento de Cristo, e os melhores escritores admitem que o dia preciso não pode ser obtido de qualquer fonte. Cristo ordenou aos discípulos a comemoração de sua morte, mas nada ordenou a respeito de seu nascimento.
John M’Donald (ministro da Igreja Presbiteriana Reformada da Escócia [Reformed Presbyterian Church of Scotland]; membro da Sociedade Reformada escocesa), Romanism Analysed in the Light of Scripture, Reason, and History (1894).




Não há base bíblica para a observância do Natal e da Páscoa como dias santos, mas o contrário (v. Gl 4.9-11; Cl 2.16-21), e essa costume é contrário aos princípios da fé reformada, conduzem á adoração vã, e estão em desarmonia com a simplicidade do Evangelho de Jesus Cristo.
Assembléia Geral da Igreja Presbiteriana nos Estados Unidos (presbiterianos do Sul), Deliverance on Christmas and Easter (1899).




P. 7. A instituição do Natal ou a Páscoa não constitui uma intrusão ousada contra a prerrogativa divina da designação de dias festivos?
R. Trata-se da depreciação da sabedoria divina e da afirmação de nosso direito e habilidade de melhorar seus planos.
James Harper (professor do Seminário Teológico de Xenia, Igreja Presbiteriana Unida [United Presbyterian Church], An Exposition in the Form of Question and Answer of the Westminster Assembly’s Shorter Catechism (1905).




Os dias de festa, comumente designados “dias santos”, não têm base bíblica, e por isso não devem ser observados.
Sínodo Presbiteriano Reformado, Constitution of the Associate Reformed Presbyterian Church (1937).




Estou sozinho na biblioteca e aparentemente não haverá ninguém no Salão Machen até a seta-feira de manhã. São 21h30 da quarta-feira. Você pode achar tudo lúgubre. Bem, eu gosto disso. É uma alteração deliciosa da rotina. Tive dois excelentes dias na biblioteca. A segunda-feira foi ocupada com reuniões antes do almoço. Espero passar o dia todo de amanhã aqui. Nem mesmo um convite de jantar de “Natal” (como eles o chamam). Detesto-o completamente.
John Murray (professor do Seminário de Westminster, da Igreja Presbiteriana Ortodoxa [Orthodox Presbyterian Church], “Letter to Valerie Knowlton, Dec. 24, 1958,” in Collected Writings, Vol. 3 (1958).




É justamente essa atitude de indiferença em relação à Constituição que nos conduziu ao estado atual da PCUS. Anteriormente, como se encontra declarada na Deliverance on Christmas and Easter [Declaração sobre o Natal e a Páscoa], de 1899, havia uma preocupação meticulosa pela permanência como padrões, e a interpretação estrita da Escritura a respeito desse assunto. Agora acontece o reverso a ponto da adoção do calendário litúrgico da tradição antiga, sem qualquer base bíblica.
Morton Smith (professor do Seminário Teológico de Greenville, da Igreja Presbiteriana dos EUA [Presbyterian Church in America]), How is the Gold Become Dim, 1973.




Dias santos. A Igreja Presbiteriana Livre rejeita o costume moderno da celebração do Natal e da Páscoa, prevalecente na Igreja da Escócia. Ela considera a observância desses dias como um sintoma da tendência a favor do episcopado na Igreja da Escócia. No tempo da Reforma na escócia essas festas foram retiradas da igreja não só como algo desnecessário, mas antibíblico.
Comitê designado pelo Sínodo da Igreja Presbiteriana Livre [Free Presbyterian Church], History of the Free Presbyterian Church of Scotland. 1893-1970 [1974])




Recentemente, as denominações que nunca usaram o calendário [litúrgico], foram induzidas pelo Conselho Nacional de Igrejas [National Council of Churches] a adotar a prática... Como se podem defender essas formas não-bíblicas de culto? o princípio puritano, isto é, o mandamento bíblico, é que no culto não se deve adicionar nada e nem subtrair das exigências divinas... [O professor] James Benjamin Green, Studies in the Holy Spirit [Estudos sobre o Espírito Santo] (Revell, 1936), incentivou os cristãos a celebrar o Pentecoste: “Existem três grandes dias no ano cristão: o Natal, a Páscoa e o Pentecoste, e não somos verdadeiros para com nossa fé quando permitimos que o domingo do Pentecoste seja preterido... Ele está postado entre o Natal e a Páscoa. Esses três dias são os mais importantes do ano cristão”.


É incrível que o professor de um seminário presbiteriano fosse tão romanista e anti-reformado. A Escritura nos dá as regras do culto, e, repito, delas não devemos nada subtrair, nem algo lhes acrescentar. Não devemos nos mover para a esquerda e nem para a direita, A Escritura não nos autoriza a celebração do Pentecoste. O mesmo é verdadeiro em relação ao Natal. Ele começou como uma festa de bêbados e continua dessa forma em muitas festas no ambiente de trabalho. Os puritanos fizeram dessa celebração um crime civil. Entretanto, um argumento para a celebração do Pentecoste era: “Não celebram todos os cristãos o Natal e a Páscoa?” Não, os cristãos não o celebram. A família de meu pai e os membros de sua igreja nunca celebraram o Natal, tampouco o fizeram as duas administrações Blanchard no Wheaton College. Porém, o que dizer da Páscoa? Certamente devemos celebrá-la, não é? Sim, de fato. Devemos, como ordena a Escritura, celebrá-la não apenas uma vez por ano, mas 52 vezes.
Gordon H. Clark (professor do Covenant College, da Igreja Presbiteriana Reformada), The Holy Spirit.




O Natal, a Sexta-Feira Santa e a Páscoa são dias santos romanos. Isso significa que sua fonte é a tradição católica romana, não a Escritura... Houve ocasiões na história das igrejas reformadas na quais a verdade da sobre os dias santos receberam atenção reverente. Antes da chegada de João Calvino a Genebra, no tempo da grande Reforma, descontinuaram-se ali a guarda dos dias santos romanos. Isso se deu sob a liderança de Guillaume Farel e Pierre Viret. Outrossim, Calvino concordava inteiramente. É fato notório que ao chegarem essas datas tradicionais, Calvino não lhes dava a menor atenção. Apenas continuava sua exposição dos livros da Bíblia. Os reformadores, Knox e Zuínglio, concordaram com Calvino. Bem como as igrejas reformadas da Escócia e da Holanda. No Sínodo de Dort, em 1574, anuiu-se que apenas o sábado semanal deveria ser observado, e a guarda de outros dias seria desestimulada. Essa pratica bíblica foi mais tarde contemporizada. No entanto, isso não altera o fato de que as igrejas reformadas eram favoráveis originariamente ao princípio bíblico. A posição original das igrejas reformadas era escriturística Este é um assunto importante.
G. I. Williamson, ministro da Igreja Presbiteriana Ortodoxa [Orthodox Presbyterian Church], On the Observance of Sacred Days [Sobre a guarda de dias santos] [n.d.]).




Sempre consideramos extremamente abomináveis aos olhos de Deus todas as invenções humanas, i.e., as festas e vigílias dos santos, a água chamada “benta”, a abstinência de carne em determinados dias, e coisas similares, mas em especial a missa.
Primeira confissão valdense, 1120.




Por doutrina contrária, entendemos tudo o que homens mediante leis, concílios ou constituições impuseram à consciência humana sem o mandamento expresso da Palavra de Deus, como os votos de castidade, o repúdio ao matrimônio, a compulsão de homens e mulheres ao uso de trajes especiais, a observância supersticiosa de dias de jejum, diferenciação de carnes [alimentos] por questão de consciência, oração pelos mortos e a manutenção de dias especiais dedicados a santos humanamente ordenados, bem como todos os inventados pelos papistas, e os dias de festa (como eles os designam) dos Apóstolos, Mártires, das Virgens, do Natal, da Circuncisão, Epifania, Purificação, e outras celebrações de nossa Senhora. Julgamos que todas elas, pelo fato de não terem sido ordenadas nem certificadas nas Escrituras divinas, devem ser completamente abolidas de nosso meio; e afirmamos ainda que os obstinados no ensino e na perpetuação dessas abominações não devem escapar da punição do magistrado civil.
Igreja da Escócia, (First) Book of Discipline [(Primeiro) Livro de Disciplina], 1560.




Entretanto, não podemos deixar de mencionar uma única coisa escrita no capítulo 24 da referida confissão [Segunda confissão helvética] concernente à “festa da natividade de nosso Senhor, da circuncisão, paixão, ressurreição ascensão, e do envio do Espírito Santo sobre seus discípulos”, essas festas no presente momento não têm lugar entre nós; pois não ousamos celebrar religiosamente nenhum outro dia de festa que não seja prescrito pelos oráculos divinos.
Assembléia Geral da Igreja da Escócia (assinada por John Knox, John Craig, James Melville etc.), Carta ao eminente servo de Cristo, mestre Teodoro Beza, cultíssimo e mui cuidadoso pastor da Igreja de Genebra, 1566.




Todos os dias tidos por santos até agora, além dos dias de sábado, como o dia do Yule [Natal], dias dos santos, e outros, devem ser abolidos, com penalidades civis contra os praticantes dessas cerimônias, desses banquetes, jejuns, e outras vaidades dessa ordem.
Assembléia Geral da Igreja da Escócia, Artigos para apresentação ao Senhor Regente (1575).




Abominamos e detestamos todas as coisas contrárias à religião e doutrina, mas principalmente todas as variedades do papismo e invenções particulares, pelo fato de agora terem sido condenadas e refutadas pela Palavra de Deus e pela Igreja da Escócia. Todavia, de forma especial, detestamos e rechaçamos a autoridade usurpada pelo anticristo de Roma, das Escrituras divinas, exercida sobre a igreja, o magistrado civil, a consciência humana [...] [quer pela] dedicação de igrejas, altares, dias...
John Craig (subscrita pelo rei e pela Assembléia Geral da Igreja da Escócia em 1580; renovada em 1581, 1590 e 1638), O Pacto Nacional: ou, a confissão de fé, 1580.




A Igreja de Genebra celebra a Páscoa e o Yule [Natal]. O que eles têm a seu favor? Eles não têm nenhuma base [bíblica].
Rei Tiago VI (Tiago I), Alocução à Assembléia Geral da Igreja da Escócia, 1590.




Se Paulo condena os gálatas pela guarda de festas instituídas pelo próprio Deus, e apenas para sua glória, e não a de qualquer criatura, tanto mais condenáveis são os papistas, que obrigam a celebração de destas inventadas por seres humanos, para a honra de outros homens.
Thomas Cartwright (ministro não-conformista, Inglaterra), Refutação da tradução, das glosas e das anotações do rhemistas, 1618.




Opostos à ordenança do dia do Senhor são todas as festas ordenadas pelos homens e consideradas dias santos como o dia do Senhor.
William Ames (ministro não-conformista, exilado na Holanda, professor de teologia em Franeker), The Marrow of Theology (1623).




Ao comungarmos com os idólatras em seus ritos e cerimônias tornamo-nos culpados de idolatria. Além de Acaz (2Rs 16.10) ser idólatra... Ele copiou o padrão do altar dos idólatras. Tanto mais, então, o ajoelhar-se diante do pão consagrado, o sinal da cruz, a sobrepeliz, os dias de festa, a hierarquia episcopal, o curvar-se perante o altar, a administração particular dos sacramentos etc. são os artigos de Roma, a bagagem de Babilônia, os adornos da Prostituta, os emblemas do papado, as insígnias dos inimigos de Cristo — os próprios troféus do Anticristo. Não podemos nos conformar a eles, comungar com eles, e nos valermos desses símbolos dos papistas idólatras sem nos tornarmos idólatras por participação. Deve a casta Esposa de Cristo tomar sobre si os ornamentos da Prostituta?
George Gillespie (teólogo da Assembléia de Westminster), A Dispute Against the English Popish Ceremonies [Uma contestação das cerimônias papistas inglesas], 1637.




Os dias de festa, comumente designados dias santos, por não terem autorização na Palavra de Deus, não devem ser mantidos.
Assembléia de Westminster, Directory for Publick Worship [Diretório para o culto público], 1645.




A Assembléia Geral, levando em consideração os diversos abusos, a profanação e as superstições cometidas no dia de Yule [Natal] e em outros dias de superstição, concluiu unanimemente e, por meio desta, ordena que qualquer pessoa (ou grupo de pessoas), de agora em diante, considerada culpada de guardar os dias de superstição mencionados, será submetida à censura eclesiástica, e fará penitência pública perante toda a congregação em que a ofensa for cometida. E que os presbitérios e sínodos provinciais tomem cuidado particular em relação a como os ministros lidam e censuram os delinqüentes desta ordem nas diversas paróquias.
Assembléia Geral da Igreja da Escócia, Act for Censuring Observers of Yule-day, e other Superstitious days [Ato de censura dos observadores do dia de Yule (Natal) e de outros dias de superstição], 1645.




Pergunta: Existe algum dia santo além deste dia [i.e., o dia do Senhor]?
Resposta: Não há nenhum outro dia além deste — santo por instituição do Senhor; ainda que dias de humilhação e de ação de graças possam ser legalmente apontados pelos homens para invocar a Providência, os dias santos papistas não são autorizados e nem devem ser observados (Gl 4.10: “Guardais dias, e meses, e tempos, e anos”).
John Flavel (ministro não-conformista, Dartmouth, Inglaterra, An Exposition of the Assembly’s Shorter Catechism [Uma exposição do Breve Catecismo da Assembléia], 1692.




Pergunta n.o 3: Os dias santos papistas não devem ser observados?
Resposta: Os dias santos papistas não devem ser observados por não serem indicados na Palavra e, pela mesma razão, nenhum outro dia santo deve ser guardado, independentemente da pretensa devoção em relação a Deus, quando não há preceito nem exemplo dessa prática na sagrada Escritura.
Thomas Vincent (ministro não-conformista, Londres), An Explicatory Catechism: or, An Explanation of the Assembly’s Catechism [Um catecismo explanatório, ou Uma explicação do Catecismo da Assembléia] (1708).




Pergunta: A Igreja pode apontar dias santos para recordar o nascimento, a morte, a tentação e a ascensão (etc.) de Cristo?
Resposta: Não. Assim como Deus aboliu os dias santos judaicos por ele estabelecidos, não concedeu autorização à Igreja para estabelecer outros. Entretanto, ele nos ordenou trabalhar seis dias, exceto quando a Providência nos convocar para a humilhação ou ação de graças; e proíbe-nos expressamente de observar dias santos designados por homens (Cl 2.16; Gl 4.10,11).
John Brown, de Haddington (ministro e professor, Sínodo Associado [Presbiteriano] de Burgher), An Essay Towards an Easy, Plain, Practical, and Extensive Explication of the Assembly’s Shorter Catechism [Um ensaio para uma explicação fácil, clara, prática e abrangente do Breve Catecismo da Assembléia], 1758.


Durante os primeiros dias da Reforma algumas localidades reformadas observavam só o Domingo. Todos os dias especiais sancionados e reverenciados por Roma foram postos de lado. Tanto Zwinglio como Calvino encorajaram a rejeição de todos os dias festivos eclesiásticos. Em Genebra todos os dias especiais foram descontinuados assim que a Reforma consolidou-se naquela cidade. Já antes da chegada de Calvino em Genebra isso tinha sido feito sob a liderança de Farel e Viret. E Calvino concordou veementemente. Também Knox, o reformador da Escócia, compartilhou destas mesmas convicções, ele que foi um discípulo de Calvino em Genebra. Por conseguinte as igrejas escocesas também proibiram os dias sagrados romanos.
Idzerd Van Dellen e Martin Monsma no livro “Comentário de Ordem na Igreja” (The Church Order Commentary - Zondervan, 1941). Sob o título de "A Posição Original das Igrejas Reformadas quanto a Dias Especiais"




Curiosamente o Natal é abraçado pela maioria dos cristãos de todas as alas enquanto o Dia do Senhor é jogado na lama por esta mesma maioria! Viva o novo farisaismo! A simplicidade do cristianismo foi rapinada pelo sistema do mundo!

Profeta e profetas


Um teólogo reformador, profeta, dotado de amor pela Palavra de Deus é melhor do que 450 profetas meramente interessados em teologia, religiosos.


Raniere Menezes

17.12.10

Céu


A aliança da graça é o título de propriedade do santo no céu.
Thomas Brooks


Em nada, a não ser no céu, vale a pena colocar nosso coração.
Richard Baxter


Se é doce ser o trigo do Senhor que cresce aqui, quanto mais ser recolhido a seu celeiro!
Robert Murray M'Cheyne


O céu é uma realidade não vista pelos olhos de carne, manifestada pela revelação e recebida pela fé.
Archibald Alexander


Os que vivem no Senhor nunca se vêem uns aos outros pela última vez.
Anônimo


Em nosso primeiro paraíso, o Éden, havia um caminho de saída, mas não havia forma de entrar de novo. Mas, quanto ao paraíso celestial, há um caminho de entrada, mas não há forma de sair de novo.
Richard Baxter


Quando chegar ao céu, verei ali três coisas impressionantes: a primeira será ver muita gente que não esperava ver ali; a segunda será não encontrar muita gente que esperava ali encontrar; e a terceira e mais maravilhosa de todas, será encontrar a mim mesmo ali.
John Newton


Quanto mais do céu desejamos, menos da terra cobiçamos.
Anônimo


Graça é glória em formação.
Alexander Peden


A glória precisa ter início na graça.
Richard Sibbes


Ninguém vai para o céu se já não enviou para lá seu coração.
Thomas Wilson


Uma família feliz é simplesmente a antecipação do céu.
John Bowring


Esta vida é todo o céu que o mundano tem, e todo o inferno que o santo verá.
Anônimo


O verdadeiro problema do cristianismo não é o ateísmo nem o ceticismo, mas o cristão que não dá testemunho e tenta contrabandear sua própria alma para o céu.
James S. Stewart


Nunca jamais um crente em Jesus morreu ou submergiu em sua viagem para o céu.
Robert Traill


O céu precisa estar em ti antes que possas estar no céu.
George Swinnock


No céu ninguém usa coroa, se não carrega uma cruz aqui embaixo.
C. H. Spurgeon


O sangue de Cristo é a chave do céu.
Thomas Brooks

16.12.10

Nossa sutil hipocrisia: uma reflexão válida


Emil Brunner disse certa vez que, em sua caminhada histórica, a igreja oriunda da Reforma procura automaticamente o engessamento de uma crescente e perene institucionalização, matando o caráter orgânico, vivo e livre da igreja. Brunner identifica o início da institucionalização da igreja quando o apóstolo Paulo normatiza o sacramento da Ceia em 1 Coríntios 11. Discordo do teólogo, pois creio que a semente dessa institucionalização é bem anterior, e pode ser encontrada nos embates travados entre os fariseus e o Crucificado.


Nesses embates, os fariseus, que eram professores da Lei, e que deveriam, por dever de ofício, conhecer as Escrituras, as negam ao reclamarem contra a terrível falha de Jesus em curar num sábado. “Era só o que faltava!”, diziam eles. Em sua sutil hipocrisia, os fariseus da época de Jesus ficavam chateados com a falta de modos do Senhor, que comia sem lavar as mãos, mas não se importaram em corromper um processo jurídico contra ele, ao comprar testemunhas e permitir correr o julgamento no Sinédrio à noite, o que era ilegal à época.


Hoje em dia, a igreja dita evangélica cada vez mais se engessa em seu institucionalismo ensimesmado, se aproximando do sistema religioso farisaico, cada vez mais se distancia da pura fonte de conhecimento de Deus, ou teologia, que é Jesus, e cada vez mais vivencia uma hipocrisia de modo sutil.


Enchemos a boca ao afirmarmos que nossa salvação é pela graça, mas enchemos as pessoas de cargos, sobrecargos e obrigações, que devem ser desempenhados sem pestanejar, para provar que é “um dos nossos” e merecedor da salvação.


Nos alegramos, e até mesmo nos orgulhamos, de nossa herança reformada. Mas, se é verdade que muitos arminianos oram como calvinistas (“Se for da tua vontade, Senhor...”), também é verdade que muitos calvinistas vivem sua vida como perfeitos agnósticos. Afinal, Deus é distante, intangível, inalcançável, portanto vou viver minha vida do meu jeito, sem me importar com isso.


Prezamos a família. Há até ministérios voltados para ela, e grande volume de literatura especializada no tema. Mas o número de divórcios aumenta, a quantidade de maus-tratos contra crianças se torna assustadora (sem contar os casos de abuso sexual cometidos dentro de famílias evangélicas, por pais, tios, avós ou padrastos), cada vez mais desordens de ordem sexual se tornam presentes, sem que isso seja tratado com coragem, discrição e amor. E sem falar também que, de todas as famílias da igreja, a do pastor é a mais penalizada.


Há muitas camisetas e adesivos de carro que dizem “Jesus te ama”, “Deus é amor”, mas somos frios, distantes, individualistas e cruéis. Não conseguimos expressar esse amor ao homossexual, ao alcoólatra, ao mendigo. Ou ao crente da igreja com uma teologia diferente da nossa, ou mesmo ao católico.


Aliás, somos muito ciosos em relação à pureza da nossa devoção. Falamos contra a crescente mariolatria, como bem apontou Hans Küng, mas temos nossos ídolos, nossos pequenos deuses, nossos altares de adoração abjeta. Enquanto muitos católicos adoram uma figura bíblica que foi instrumento da ação de Deus na história, muitos de nós adoramos homens sem escrúpulo, sem caráter e com uma enorme voracidade por fama, poder e dinheiro. Talvez até mesmo por nos espelharmos neles.


Prezamos a transparência, reclamamos até mesmo disso em relação aos governos. Mas não sabemos o que fazer com aqueles que decidem abrir seus corações, expondo suas fraquezas e sua dependência de Deus. Em um tempo de cultivo de heróis gospel, não soa bem se mostrar frágil.


Prezamos o papel de líder, enquanto Jesus prezava a atitude de servo. Prezamos a vitória e a intrepidez, mas Jesus morreu como um bandido fora da cidade santa, abandonado por todos. Nos espelhamos na esperteza relatada em livros sobre liderança, mas Jesus nos incita à simplicidade infantil. Buscamos metodologias para a igreja crescer, mas nos esquecemos que quem enche a igreja é o Espírito, e qualquer outro crescimento produzido fora dele é puro inchaço.


Em tempos em que as técnicas ditam as normas (como bem disse Won Sul Lee), é anacrônico ser fiel a alguém que não se vê e que nem sempre responde como queremos. Mas somos chamados a este anacronismo, somos chamados para vivermos, como diz o antigo hino, para o Deus dos antigos, o Deus que nos limpa por dentro e nos remove a sutil hipocrisia dos fariseus modernos. O Deus que nos quer íntegros e transparentes. O Deus que nos quer santos.


Rodrigo De Lima Ferreira
Casado, duas filhas, é pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil desde 1997. Graduado em teologia e mestre em missões urbanas pela FTSA, é autor de "Princípios Esquecidos" (Editora AGBooks).


Pode ser lido aqui: ULTIMATO

15.12.10

Cristo, nem pobrezinho na manjedoura nem coitadinho na cruz!


Você já reparou o que tem de errado na letra da canção natalina “Noite Feliz”?


Vejamos:


Noite feliz, noite feliz


[Feliz para os bem-aventurados, muito infeliz para os réprobos, pois nasceu o juiz supremo que lançará os infiéis no Inferno]


Ó senhor, Deus de amor


[Sim, o Deus na cruz morreu por sua Igreja e intercede por ela hoje]


Pobrezinho nasceu em Belém


[Absolutamente, de modo algum, pobrezinho! O Juiz e Rei supremo de toda criação não tem nada de pobrezinho. Satanás em sua influência sobre a religiosidade antropocêntrica tenta colocar a figura do menino Jesus fragilizada, enquanto a Bíblia mostra que houve cumprimento de profecia, interferência miraculosa na natureza e adoração por parte dos homens e anjos. Como assim, pobrezinho?]


Cristo, nem pobrezinho na manjedoura nem coitadinho na cruz!


Deixemos que os ímpios cantem! É melhor calar! Por que não te calas?

14.12.10

Feliz Coca-Cola para todos...


Parece que o Pai Noel tem uma origem bastante antiga. Baseia-se na figura de São Nicolau, um santo muito popular na Rússia que tinha o hábito de dar presentes às crianças pobres. Com o tempo adquiriu a fama de milagreiro e, durante a Idade Média, o seu culto estendeu-se a toda a Europa.


A Reforma Protestante praticamente extinguiu o culto deste santo. Na Holanda, todavia, a sua figura permaneceu. No século XVII os holandeses levaram para as colónias norte-americanas a figura de Sinterklaas (adaptação do nome de "São Nicolau") para New Amsterdam, nomeadamente – que se viria a tornar nada mais nada menos do que na cidade de Nova Iorque. A corrupção natural do termo e a sua adaptação à língua inglesa resultou em... Santa Claus.


Mas a imagem do Pai Noel tal como a conhecemos hoje – barrigudo, de barbas brancas, vestido de vermelho e sempre a rir-se oh! oh! oh! – foi criada em 1931 para uma campanha da Coca-Cola! A empresa começava então a dirigir-se a um público infantil (Walt Disney já tinha demonstrado as vantagens de converter as crianças em consumidores...). O Pai Noel tinha tudo para ser o Coca-Cola-Man perfeito: alegre, bonacheirão e metido em situações engraçadas; a cor da sua roupa era, claro, a mesma da conhecida marca. O homem trabalhava duramente ao longo de toda a noite para entregar os brinquedos. Nada melhor, portanto, do que uma garrafa do refrigerante castanho escuro para o recompensar!


Feliz Coca-Cola para todos...






Texto do Obvious

Haddon Sundblom - o criador do Papai Noel


A figura do velho bonacheirão São Nicolau, bispo de Myra, na Rússia, converteu-se com o passar do tempo na conhecida figura do Pai Noel. Se bem que os elementos fundamentais estivessem há muito definidos (barba, roupas, etc.) somente com uma campanha publicitária da Coca-Cola a imagem se fixou na que conhecemos hoje. O seu autor foi Haddon Sundblom.


Corria o ano de 1931 quando o ilustrador americano foi convidado pela Coca-Cola para desenhar a imagem para a sua campanha de Natal desse ano. Note-se que, desde 1920 até então, era hábito da empresa usar a imagem de Santa Claus para promover a sua bebida. Um dos ilustradores que precederam Sundbom foi nada mais nada menos do que Norman Rockwell que, pese embora os seus magníficos desenhos, não conseguiu obter grande sucesso publicitário.


Sundblom institucionalizou a figura do Pai Noel recusando a semelhança com um elfo de anteriores versões e dando-lhe um aspecto inequivocamente humano na fisionomia e, sobretudo, nos traços do rosto. Diz-se que recorreu a um modelo humano - um amigo seu, Lou Prentice - e, posteriormente ele próprio serviu de modelo. Além disso, teve a teimosia ou a intuição de desenhar sempre a mesma figura em todas as campanhas até 1964. Esta persistência teve como resultado a consolidação da figura que conhecemos hoje: um velho barrigudo, de longa barba branca, rosto corado e sorriso jovial.




Mais em: http://obviousmag.org/archives/2007/12/haddon_sundblom.html#ixzz187UP5kia

12.12.10

Difícil é não pecar quando estamos irados


Se estiver com raiva, conte até dez antes de falar; se estiver com muita raiva, conte até cem.
Thomas Jefferson




Quando você tem razão, pode dar-se ao luxo de controlar seu gênio; quando está sem razão, não pode dar-se ao luxo de perder o controle sobre ele.
G. C. Lorimer




Não é pecado ficar irado, mas o difícil é não pecar quando estamos irados.
John Trapp




[clique na imagem para ampliar]

ELEIÇÃO SOBERANA


Ainda que a Bíblia descreva os incrédulos como vivendo em um estado lamentável de existência, nós que cremos estávamos também em uma tal condição. Se deixados a nós mesmos, teríamos permanecido em ignorância e trevas. É pela eleição divina e por ouvir o evangelho que fomos iluminados para a verdade, e levados à fé em Cristo. Portanto, ao dizer que os incrédulos são néscios, não queremos dizer que aqueles que agora são cristãos sempre foram sábios e iluminados, mas é apenas pela soberana escolha de Deus que fomos salvos de um estado de estupidez e futilidade.


Vincent Cheung

7.12.10

O Sangue da Nova Aliança

A justificação é o eixo e o alicerce do cristianismo.
Thomas Watson




As pessoas que não têm Cristo como Rei para reinar sobre elas jamais terão seu sangue para salvá-las.
Thomas Watson




O elemento surpreendente da cruz não é o sangue, mas o sangue de quem e com que propósito.
Donald English




Tão certo como houve uma cruz real, um corpo real, um sangue real, um túmulo real, uma ressurreição real - também houve uma expiação real, não meramente uma possibilidade dela.
J. Blanchard




A morte de Cristo foi uma expiação que teve sucesso total, não uma tentativa parcialmente falha.
J. Blanchard




Nossa resposta à acusação do diabo não é um álibi, mas uma declaração de culpa e uma proclamação de que as exigências da justiça foram satisfeitas no sangue do Senhor Jesus Cristo.
J. Russell Howden




Uma gota do sangue de Cristo vale mais do que céus e terra.
Martinho Lutero




Como é profunda a poluição do pecado, a ponto de nada, a não ser o sangue de Cristo, poder purificá-lo.
John Flavel




Libertação! Assinada em lágrimas, selada com sangue, escrita em pergaminho celestial, registrada nos arquivos eternos. A tinta negra da acusação foi totalmente coberta pela tinta vermelha da cruz: "O sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo pecado".
T. De Witt Talmage

4.12.10

Mordomia: confissão de uma dívida impagável



Mordomia não é o ato de deixar uma gorjeta sobre a mesa de Deus; é a confissão de uma dívida impagável contraída no Calvário.
Paul S. Rees

1.12.10

Os bons pagam pelos maus