31.8.26

E-BOOK GRATUITO – ESTUDO SOBRE DIVÓRCIO E NOVO CASAMENTO

 



E-BOOK GRATUITO – ESTUDO SOBRE DIVÓRCIO E NOVO CASAMENTO

E se o problema não for descobrir o que a Bíblia permite, mas descobrir até onde conseguimos ir sem admitir que estamos desobedecendo?

E-BOOK GRATUITOESTUDO BÍBLICOTEOLOGIA BÍBLICA E VIDA CRISTÃ

Raniere Menezes


MAIS ESPERTO QUE DEUS?

Caçadores de brechas da lei — um estudo sobre divórcio e novo casamento

👉 [LINK PARA BAIXAR GRATUITAMENTE AQUI]

E se o problema não for descobrir o que a Bíblia permite, mas descobrir até onde conseguimos ir sem admitir que estamos desobedecendo?

Essa pergunta está no centro do e-book Mais Esperto que Deus — Caçadores de Brechas da Lei: um estudo sobre divórcio e novo casamento, que está sendo disponibilizado gratuitamente.

Divórcio, separação e novo casamento envolvem histórias reais, sofrimento, filhos, traições, abandonos, frustrações e situações familiares extremamente complexas. Mas justamente por ser um assunto tão doloroso, precisamos fazer uma pergunta:

Estamos realmente procurando compreender o que Deus revelou sobre o casamento — ou estamos procurando uma brecha que nos permita fazer aquilo que já decidimos fazer?

Quando a interpretação se transforma em caça às brechas

Em Mateus 19, os fariseus perguntaram a Jesus:

“É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?”
Mateus 19:3

Observe a natureza da pergunta.

Eles não perguntaram simplesmente: “O que Deus estabeleceu sobre o casamento?”

A pergunta era sobre os limites da permissão.

Até onde podemos ir?

Qual é a exceção?

Qual é a brecha?

Jesus, porém, não começa sua resposta com Moisés. Ele volta ao princípio.

“Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher?”
Mateus 19:4

E então cita Gênesis:

“Por esta razão deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.”
Mateus 19:5; Gênesis 2:24

A conclusão de Jesus é:

“Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.”
Mateus 19:6

O casamento, portanto, não começa no cartório. Não começa no juiz. Não começa na cerimônia religiosa.

Começa na ordem estabelecida pelo próprio Criador.

O problema da “mentalidade farisaica”

Os fariseus insistem:

“Então, por que mandou Moisés dar carta de divórcio e repudiá-la?”
Mateus 19:7

Jesus responde:

“Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio.”
Mateus 19:8

Existe aqui uma distinção.

Permissão regulatória não é necessariamente aprovação moral.

Deuteronômio 24:1-4 estabelece uma legislação relacionada ao divórcio, mas Jesus não apresenta esse texto como o padrão original de Deus para o casamento.

Ele aponta para Gênesis.

“Não foi assim desde o princípio.”

A pergunta não deveria ser:

“Qual é a menor exigência que Deus aceita?”

Mas:

“Qual é a vontade de Deus e como posso obedecê-la?”

O casamento é uma realidade estabelecida por Deus

A tese central deste estudo é que o casamento não deve ser compreendido apenas como um contrato civil que pode ser encerrado quando as partes, ou o Estado, assim determinarem.

Jesus atribui a Deus a ação de unir homem e mulher:

“O que Deus ajuntou...”
Mateus 19:6

Paulo utiliza a mesma linguagem ao tratar do vínculo matrimonial:

“A mulher casada está ligada pela lei ao marido, enquanto ele vive.”
Romanos 7:2

E acrescenta:

“Se o marido morrer, está livre da lei do marido.”
Romanos 7:2

O princípio apresentado por Paulo é: a morte é o marco que encerra o vínculo matrimonial.

Da mesma forma, em 1 Coríntios 7, Paulo afirma:

“A mulher está ligada enquanto vive o marido.”
1 Coríntios 7:39

A questão, então, é:

Se o casamento permanece enquanto ambos vivem, pode uma separação civil produzir, por si mesma, uma dissolução diante de Deus?

E o novo casamento?

Jesus afirma:

“Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério contra aquela.”
Marcos 10:11

Lucas registra:

“Todo aquele que repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério; e aquele que casa com a mulher repudiada pelo marido também comete adultério.”
Lucas 16:18

E Paulo apresenta o princípio de maneira igualmente direta:

“A mulher está ligada enquanto vive o marido.”
1 Coríntios 7:39

Isso significa que a dissolução civil de um casamento não necessariamente corresponde à dissolução do vínculo diante de Deus.

Enquanto o primeiro cônjuge estiver vivo, um novo casamento constitui adultério quando o vínculo matrimonial original permanece vigente diante de Deus.

E isso nos obriga a confrontar uma série de argumentos tradicionalmente utilizados para justificar o recasamento.

“Mas e a exceção de Mateus?”

É impossível discutir o tema sem chegar a Mateus 5:32 e Mateus 19:9.

Jesus menciona a palavra grega porneia, frequentemente traduzida como “imoralidade sexual” ou “relações sexuais ilícitas”.

“Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera...”
Mateus 5:32

E:

“Quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério.”
Mateus 19:9

Como devemos compreender essa cláusula?

Ela significa que o adultério dissolve automaticamente o casamento?

Autoriza a parte inocente a se casar novamente?

É uma autorização universal para o divórcio?

O estudo analisa essas possibilidades, inclusive observando um dado importante:

a cláusula aparece em Mateus, mas não aparece nas formulações paralelas de Marcos, Lucas e Paulo.

Isso exige cuidado hermenêutico.

Uma exceção textual não deveria simplesmente ser transformada em uma autorização geral para aquilo que o restante do Novo Testamento trata de maneira clara e repetida.

E o abandono?

Outro argumento recorrente está em 1 Coríntios 7:15:

“Mas, se o descrente quiser apartar-se, que se aparte; em tais casos não fica sujeito à servidão nem o irmão, nem a irmã; Deus vos chamou à paz.”
1 Coríntios 7:15

“Não fica sujeito à servidão” significa que a pessoa está livre para casar novamente?

Ou significa que ela não está obrigada a manter uma convivência conjugal forçada com alguém que decidiu abandoná-la?

Poucos versículos antes, Paulo havia estabelecido:

“Aos casados, ordeno, não eu, mas o Senhor: que a mulher não se separe do marido; se, porém, ela se separar, que permaneça sem casar ou que se reconcilie com o marido.”
1 Coríntios 7:10-11

Observe as alternativas apresentadas pelo apóstolo:

permanecer sem casar ou reconciliar-se.

Não aparece uma terceira alternativa:

“separar-se, considerar o casamento encerrado e casar novamente.”

E Deuteronômio 24?

Outra passagem frequentemente utilizada é Deuteronômio 24:1-4.

Mas qual era exatamente a função daquela legislação?

Jesus já havia explicado que Moisés permitiu determinadas coisas:

“Por causa da dureza do vosso coração...”
Mateus 19:8

A legislação mosaica precisa ser interpretada dentro da história da redenção e à luz do ensino posterior de Cristo.

Além disso, Deuteronômio 24 não apresenta simplesmente uma celebração do divórcio.

O texto estabelece restrições e, especialmente, proíbe que uma mulher que tenha se casado com outro homem e posteriormente ficado livre desse segundo casamento retorne ao primeiro marido.

A lei, portanto, não deve ser transformada automaticamente em um manual de autorização para dissolver casamentos.

Quando a Igreja começa a procurar brechas

Durante séculos, comunidades cristãs discutiram as circunstâncias em que uma pessoa poderia se separar e casar novamente.

Quando a interpretação bíblica passa a funcionar como um sistema de autorização.

Traição?

Existe uma exceção.

Abandono?

Existe outra.

Abandono obstinado?

Outra exceção.

Incompatibilidade?

Talvez mais uma.

E assim, pouco a pouco, aquilo que deveria ser uma defesa da santidade do casamento transforma-se em uma espécie de código de brechas conjugais.

O resultado é uma cultura em que pessoas trocam de cônjuge enquanto seus antigos companheiros continuam vivos.

E aquilo que deveria causar temor e arrependimento passa a ser normalizado institucionalmente.

E quando a tradição reformada também erra?

A Confissão de Fé de Westminster, em seu capítulo XXIV, apresenta uma posição que admite circunstâncias nas quais o divórcio pode ocorrer e permite novo casamento em determinadas situações.

Mas a própria Confissão estabelece um princípio fundamental:

“Todos os sínodos e concílios, desde os tempos dos apóstolos, quer gerais quer particulares, podem errar.”

A autoridade final, portanto, não é uma confissão. É a Palavra de Deus.

A pergunta não deveria ser:

“O que a minha tradição permite?”

Mas:

“O que as Escrituras realmente ensinam?”

Uma voz interessante: John Piper

O estudo também considera a posição de John Piper, justamente porque ela representa uma interpretação dentro do evangelicalismo contemporâneo.

Piper defende a compreensão da indissolubilidade do casamento e interpreta a cláusula de exceção de Mateus de maneira restritiva.

Sua posição também apresenta uma consequência pastoral interessante.

Para aqueles que já contraíram um segundo casamento, Piper não recomenda simplesmente uma nova ruptura.

A orientação é reconhecer o pecado cometido no passado, arrepender-se e permanecer fiel ao casamento atual.

Essa questão levanta um problema pastoral:

Como tratar biblicamente aqueles que já estão em uma segunda união?

O verdadeiro teste não é concordar. É obedecer.

É possível concordar intelectualmente com uma doutrina e continuar desobedecendo a ela na prática.

Jesus advertiu:

“Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente...”
Mateus 7:24

Muitos perguntam:

“Você acredita na indissolubilidade do casamento?”

Poucos perguntam:

“Você está disposto a obedecer quando essa doutrina custa seu interesse?”

Porque, em determinadas situações, obedecer pode significar permanecer solteiro.

Pode significar esperar.

Pode significar buscar reconciliação.

Pode significar renunciar a uma possibilidade legítima aos olhos da sociedade.

Jesus nunca prometeu que obedecer seria conveniente.

Somos discípulos ou caçadores de brechas?

“O que Deus ordenou?”

Não pergunte:

“Qual é a exceção que me permite fazer o que quero?”

A primeira pergunta nasce da submissão. A segunda pode nascer da tentativa de negociar com Deus.

Quem tem a palavra final sobre nossa vida?

“O que Deus ajuntou não o separe o homem.”
Mateus 19:6

O discípulo pode tentar descobrir uma maneira de contornar a sentença. Ou pode simplesmente se curvar diante dela.

Exame das Escrituras

Mais Esperto que Deus — Caçadores de Brechas da Lei —levanta a seguinte questão:

E se estivermos tentando encontrar brechas onde Deus nos chamou à obediência?

Não é simplesmente pode e não pode,

É ouvir Jesus em Mateus 19. É estudar 1 Coríntios 7. É compreender Romanos 7. É confrontar Deuteronômio 24 dentro do seu contexto.

E, acima de tudo, permitir que a Palavra de Deus julgue nossas tradições, nossos desejos e nossas justificativas.

“Examinai tudo. Retende o bem.”
1 Tessalonicenses 5:21

📖 BAIXE GRATUITAMENTE O E-BOOK

MAIS ESPERTO QUE DEUS

Caçadores de brechas da lei — um estudo sobre divórcio e novo casamento

Um estudo para quem deseja investigar o que as Escrituras realmente dizem sobre casamento, divórcio, separação, adultério, abandono e novo casamento.

O download é gratuito.

👉 [LINK PARA BAIXAR GRATUITAMENTE AQUI]

Leia. Examine. Compare com as Escrituras.

Estamos tentando descobrir a vontade de Deus — ou tentando descobrir até onde podemos desobedecê-la sem admitir que estamos desobedecendo?

30.8.26

E-BOOK GRATUITO - Gottschalk de Orbais: o monge que deu sua vida para defender a soberania de Deus

 


E-BOOK GRATUITO - Gottschalk de Orbais: o monge que deu sua vida para defender a soberania de Deus

Há personagens na história da Igreja que a ortodoxia oficial prefere esquecer — não porque estivessem errados, mas porque estavam certos demais, cedo demais, e sem os aliados certos para sustentá-los.

E-BOOK GRATUITOSOBERANIA DE DEUSFICÇÃO HISTÓRICA EVANGÉLICAFICÇÃO BIOGRÁFICAPUBLICAÇÕES

Raniere Menezes


Gottschalk de Orbais: o monge que deu sua vida para defender a soberania de Deus

Livro impresso (compre direto da editora com entrega em todo o Brasil): [link aqui]

E-book gratuito (leia digitalmente agora): [link aqui]

Há personagens na história da Igreja que a ortodoxia oficial prefere esquecer — não porque estivessem errados, mas porque estavam certos demais, cedo demais, e sem os aliados certos para sustentá-los.

Gottschalk de Orbais é um desses homens. Um monge saxão que passou a vida inteira preso — primeiro por um voto que nunca fez, depois por uma doutrina que jamais recusou — e que morreu na cela, sem os sacramentos, recusando-se a se retratar.

A "heresia" pela qual pagou com o corpo e com a liberdade foi, essencialmente, aquilo que Calvino ensinaria seiscentos anos depois e que o próprio Agostinho já havia esboçado antes dele: a predestinação.

Infância e a oblação monástica involuntária

Gottschalk nasceu por volta do ano 803, filho de Berno, conde da Saxônia. Aos dez anos de idade, foi entregue ao mosteiro de Fulda como oblatus — um oblato, criança consagrada à vida monástica pela decisão dos pais, sem que tivesse voz ou consciência plena do que estava sendo firmado em seu nome.

Essa prática não era um gesto isolado de piedade familiar. Fazia parte de uma engrenagem política deliberada do império franco: entregar os filhos da nobreza saxônica recém-conquistada aos mosteiros era uma forma de garantir lealdade e pacificação. A fé, aqui, nasce entrelaçada ao poder — e essa origem marcaria toda a trajetória de Gottschalk.

Educação e formação intelectual em Fulda

Livro impresso (compre direto da editora com entrega em todo o Brasil): [link aqui]

E-book gratuito (leia digitalmente agora): [link aqui]

Sob a tutela de Rabano Mauro, um dos maiores teólogos do seu tempo, Gottschalk floresceu intelectualmente. Dominou o latim, a lógica e a teologia patrística com uma precisão que impressionava seus mestres. Mas foi o estudo aprofundado de Santo Agostinho que abriu nele uma fenda que nunca mais se fecharia: as tensões — reais, e não meramente aparentes — entre o livre-arbítrio humano e a predestinação divina. Onde outros liam Agostinho e passavam adiante, Gottschalk parou, questionou e começou a puxar o fio até o fim. Foi o início de uma vida inteira de conflito com uma Igreja que preferia viver com a contradição a resolvê-la.

Atividades clandestinas e influências em Reichenau

Por ter uma mente inquieta demais para a disciplina de Fulda, Gottschalk foi transferido para o mosteiro de Reichenau. Ali formou uma aliança intelectual com Valafrido Estrabo e chegou a duelar fisicamente com Lupo de Ferrières, nobre rival — episódio que revela um temperamento pouco dócil para os padrões monásticos da época. Gottschalk não era um teólogo de gabinete: era um homem que sentia, na própria carne, o peso do que viria a defender com tinta e sangue. Retratado como um teólogo que numa mão segurava pergaminhos e na outra um porrete, um bastão e uma coroa teológica, além do manto vermelho da cor do sangue de Cristo.

Ordenação sacerdotal irregular e o início das pregações

Em Orbais, Gottschalk foi ordenado sacerdote por Rigboldo, numa ordenação canonicamente irregular — mas que, ironicamente, lhe deu exatamente o que a hierarquia queria evitar: um púlpito. E ele o usou. Abandonou o confinamento monástico e passou a pregar publicamente pela Itália, atraindo multidões e, junto com elas, a vigilância hostil dos bispos locais. Um homem que havia sido silenciado pela força retornava agora pela palavra — e a palavra que trazia era incendiária.

A doutrina da dupla predestinação (Gemina Praedestinatio)

O núcleo da pregação de Gottschalk, sistematizado em sua obra Confessio Prolixior, era o seguinte: Deus predestinou gratuitamente os eleitos para a vida eterna e, por sua justiça inalterável, predestinou também os ímpios para a morte eterna. Não se tratava de um Deus que simplesmente "permite" a reprovação como efeito colateral de uma permissão passiva — a justiça divina, para Gottschalk, é tão soberana e tão ativa na reprovação quanto a graça o é na eleição.

Coerente com essa base, ele sustentava que o homem caído possui um livre-arbítrio escravizado ao pecado, absolutamente impotente para se voltar a Deus sem a ação da Graça. Não há aqui espaço para meio-termo, para sinergismo dissimulado sob linguagem devota. Ou a salvação é inteiramente obra de Deus, do início ao fim, ou não é obra de Deus. Gottschalk simplesmente recusou-se a suavizar Agostinho para agradar a política eclesiástica de seu tempo — e foi exatamente isso que não lhe perdoaram.

Um nome que a história tentou apagar

Gottschalk não teve o consolo póstumo de ver sua causa vencer em vida, como Lutero teria séculos depois. Morreu excomungado, esquecido, tratado como um caso encerrado de teimosia herética. Mas a doutrina pela qual dedicou sua vida — a soberania absoluta de Deus na eleição e na reprovação, o reconhecimento de que a graça salvadora não depende, em grau algum, da vontade humana — não morreu com ele. Ressurgiria, refinada e sistematizada, na Reforma, séculos depois.

Livro impresso (compre direto da editora com entrega em todo o Brasil): [link aqui]

E-book gratuito (leia digitalmente agora): [link aqui]